Vorcaro é transferido para cela da Polícia Federal em Brasília para possível delação
Transferência aconteceu nesta quinta-feira (19); banqueiro foi levado para a Superintendência da PF em Brasília
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça autorizou a transferência de Daniel Vorcaro da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal na capital federal. A decisão atende a um pedido da defesa.
Vorcaro foi transferido na noite desta quinta-feira (19) de helicóptero. A mudança do local de prisão do banqueiro ocorre em meio à possibilidade de Vorcaro firmar um acordo de delação premiada. O empresário é alvo de investigações relacionadas ao Banco Master.
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As investigações em torno do Master envolvem suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis conexões com autoridades públicas.
Na última terça-feira (17), o advogado José Luis Oliveira Lima, que defende Vorcaro, teve uma reunião no STF com Mendonça e conversou sobre a possibilidade de delação.
Conhecido como “Juca”, o advogado já negociou delações para clientes que defendeu em grandes escândalos no passado.
Prisão de Vorcaro
Vorcaro foi preso de forma preventiva em 4 de março. Inicialmente, ele foi levado para o Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Depois, foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, no interior paulista.
Em 6 de março, Vorcaro foi levado para a Penitenciária Federal de Brasília.
Ao decretar a prisão preventiva de Vorcaro, Mendonça apontou o banqueiro como líder de uma organização criminosa e afirmou que a prisão preventiva era necessária para garantir a ordem pública e econômica, preservar a instrução criminal e assegurar a futura aplicação da lei penal.
Segundo Mendonça, as investigações sobre o Master indicam que o empresário tentou atrapalhar o trabalho de apuração da PF após sair da cadeia à época da primeira prisão dele, em novembro de 2025.
Entre os elementos citados na decisão está a suspeita de ocultação de mais de R$ 2,2 bilhões em contas ligadas ao pai do investigado para fraudar credores, enquanto o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) teria sido acionado para cobrir um rombo estimado em quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro.
A decisão também menciona indícios de que Vorcaro teria comandado um núcleo de intimidação e coerção, usado para monitorar, ameaçar e agredir desafetos, além de suspeitas de tentativa de corrupção de servidores do Banco Central em troca de informações privilegiadas e favorecimento em fiscalizações.
Mendonça ainda citou risco de fuga, afirmando que o empresário possui patrimônio no exterior e acesso a jatos privados, o que poderia facilitar eventual saída do Brasil.
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