Haddad diz que governo agiu bem para conter diesel em meio a pressão de caminhoneiros
Medidas do governo frearam alta do combustível em parte, mas aumento do preço nas refinarias mantém risco de crise no setor
Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo
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Ao comentar sobre economia durante encontro com jornalistas em São Paulo nesta sexta-feira (20), no qual oficializou a pré-candidatura ao Governo de São Paulo, o agora ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou que o governo federal atuou corretamente diante da situação dos combustíveis, até o momento.
“Temos vivido um momento dramático promovido pelos Estados Unidos. Avalio que a guerra foi outro tiro no próprio pé deles. Antes, houve o tarifaço”, comentou Haddad, antes de acrescentar que o Brasil soube operar “muito bem politicamente” com o governo norte-americano nessa segunda questão.
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Nos últimos dias, o governo federal adotou medidas para conter o aumentos nos preços dos combustíveis em decorrência da alta do petróleo, devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Entre elas está a que zerou os impostos PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o diesel, o que levou à redução de R$ 0,34 no litro.
No entanto, a Petrobras aumentou em R$ 0,38 o valor do combustível nas refinarias, o que, na prática, também resultou em alta para os caminhoneiros — embora menor do que seria sem a desoneração.
Assim, mesmo com a atuação do governo, o combustível continua a pressionar os custos do setor. Porém, Haddad lembrou que Lula se comprometeu a arcar com 50% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cobrado pelas unidades da Federação, para que elas zerem esse tributo sobre o diesel importado. “Haverá aumento da arrecadação com royalties de petróleo, e isso também vai ajudar os estados”, comentou Haddad.
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