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Mensagens revelam plano antes de briga e pesam contra Pedro Turra na morte de jovem em Brasília

Exclusivo: áudios e conversas mostram mobilização minutos antes da agressão; Justiça mantém prisão preventiva

Brasília|Josiane Ricardo, da RECORD Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mensagens entre Pedro Turra e sua companheira revelam planos de agressão minutos antes da morte de Rodrigo Castanheira.
  • A discussão que levou ao crime foi motivada por uma briga banal iniciada por um cuspe.
  • Turra foi denunciado por homicídio doloso, pois assumiu o risco de matar ao agredir Rodrigo.
  • A Câmara dos Deputados manteve a prisão preventiva de Turra enquanto o processo judicial avança.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Turra trocou mensagens com a companheira pouco antes da briga com Rodrigo Castenheira Reprodução/Redes sociais

Mensagens obtidas com exclusividade pela RECORD Brasília mostram conversa entre Pedro Turra e a companheira minutos antes das agressões que tiraram a vida de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, em Vicente Pires, no Distrito Federal.

As investigações apontam que a primeira mensagem saiu às 23h44 do dia 22 de janeiro. Turra escreveu: “Tamo esperando aqui fora”. A companheira respondeu com foto na academia e a frase: “Terminando o tríceps. Vem aqui”.


Veja os prints das mensagens:

Na sequência, Turra também enviou uma imagem. Ele aparece dentro de um carro ao lado do adolescente apontado como pivô da discussão com Rodrigo. A mulher reagiu com uma figurinha. Logo depois, Turra mandou um áudio de quatro segundos.


A transcrição da mensagem de voz, incluída no processo, diz: “Tem gente querendo bater no (...) numa festa. Vamos pegar eles”.

A companheira respondeu: “Vamos agora! Onde é?”. Turra disse: “Vemm”. Ela insistiu: “Vamos agora lá?”. Ele reforçou: “Sim. Vem. Meia-noite eles vão embora”.


Às 23h51, houve chamada de voz entre os dois. Pouco mais de 20 minutos após o início das mensagens, o carro em que Turra estava chegou ao condomínio. Rodrigo foi chamado até a porta do motorista e a confusão começou.

Pedro Turra e outras três pessoas que estavam no veículo prestaram depoimento na delegacia. Todos apresentaram a mesma versão, relatando discussão ligada a um chiclete. Trechos curtos dos depoimentos citam provocação e reação após suposto cuspe.


Veja a reportagem:

Conversas confrontam versão

As mensagens extraídas do celular passaram a confrontar os relatos. O Ministério Público entendeu que houve assunção de risco de matar e denunciou Turra por homicídio doloso.

Segundo a manifestação, o crime ocorreu por motivo fútil, “consistente em uma discussão banal iniciada por um cuspe desferido pelo denunciado”.

O documento afirma que Turra agiu “de forma livre e consciente, assumindo o risco de matar”, ao agredir “violentamente, mediante reiterados socos, a vítima Rodrigo Fleury Castanheira”.

Prisão mantida

Um dia após o oferecimento da denúncia, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal analisou pedido de liberdade apresentado pela defesa.

Desembargadores avaliaram argumentos dos advogados e do Ministério Público. Por unanimidade, a prisão preventiva foi mantida.

Turra segue detido enquanto o processo avança na Justiça.

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