Ministério da Justiça autoriza uso da Força Nacional nas rodovias de Rondônia
De acordo com boletim divulgado pela PRF no estado, à 0h desta terça-feira (8) ainda havia seis interdições no estado
Brasília|Carlos Eduardo Bafutto, do R7, em Brasília

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, autorizou o emprego da Força Nacional em apoio ao governo de Rondônia e à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para garantir a circulação nas rodovias do estado por quinze dias. A decisão, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (8), veio na esteira das manifestações que bloqueiam as rodovias desde a divulgação do resultado da eleição presidencial.
A portaria determina a articulação da Força Nacional com os órgãos de segurança de Rondônia, sob a coordenação da Superintendência da PRF no estado. Ainda de acordo com o texto, o contingente disponibilizado vai obedecer ao planejamento definido pela diretoria da Força Nacional, da Secretaria Nacional de Segurança Pública e do Ministério da Justiça.
Segundo o boletim divulgado pela PRF no estado, à 0h desta terça, havia ainda seis interdições em Rondônia. Veja abaixo:
Manifestantes não aceitam resultado das urnas
Desde que foi divulgado o resultado da eleição presidencial que deu vitória ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caminhoneiros e manifestantes que apoiam o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) fizeram mais de 320 bloqueios e interdições em rodovias de 25 estados e do Distrito Federal. Os protestos começaram no domingo (30), após o pleito, e se estenderam ao longo da semana.
Até o último domingo (6), 45 pessoas foram detidas e 5.422 multas foram aplicadas em decorrência dos bloqueios e interdições, em um total de R$ 14 milhões. A primeira interdição foi registrada em Mato Grosso do Sul, por volta das 21h15 do domingo (30), cerca de uma hora e meia após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciar a vitória de Lula.
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Em mensagem publicada nas redes sociais da PRF, na noite de sexta-feira (4), o diretor-geral da corporação, inspetor Silvinei Vasques, destacou que a ação dos policiais foi a maior operação já empreendida pelo órgão em seus 94 anos de história. De acordo com o último boletim nacional da PRF, divulgado às 5h desta terça-feira (8), já foram desfeitas 1.070 manifestações.
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Na segunda-feira (7) manifestantes no interior do Pará atacaram a equipe da PRF que negociava a liberação da BR-163. Os agentes foram atacados com cadeiras, pedaços de pau, fogos de artifícios e até disparos de arma de fogo. A Polícia Federal identificou 18 pessoas que participaram do ataque e já pediu a prisão dos manifestantes identificados.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou na quinta-feira (3) passada que a Polícia Federal envie à Corte a identificação dos líderes dos movimentos que interditam rodovias e dos proprietários dos caminhões utilizados para obstruir as vias.
A decisão do magistrado atende a um pedido da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), que solicitou ainda a apreensão dos caminhões e, "na hipótese de identificação de pessoas jurídicas na execução desses atos, que se determine a interdição e lacração de suas garagens".















