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Ministério Público do DF denuncia ex-piloto que espancou adolescente por homicídio doloso

Pedro Turra está preso de forma preventiva na Papuda; adolescente espancado morreu após duas semanas internado

Brasília|Thaynara Lima* e Josiane Ricardo, da RECORD Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministério Público do DF denunciou Pedro Turra por homicídio doloso após espancar Rodrigo Castanheira, 16 anos.
  • A violência ocorreu em uma festa e resultou na morte do adolescente após duas semanas internado.
  • Se condenado, Turra pode pegar até 30 anos de prisão e terá que pagar R$ 200 mil em danos morais à família da vítima.
  • Pedro Turra está preso preventivamente no Complexo da Papuda, enquanto a defesa alega que a briga foi uma emboscada.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pedro Turra está preso na Papuda devido ao episódio Reprodução/Record - 07.02.2026

O MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) denunciou o ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, por homicídio doloso por motivo fútil por espancar Rodrigo Castanheira, 16, e causar a morte do adolescente.

Se Pedro Turra for condenado, a pena dele pode chegar a até 30 anos de prisão. O MP defende que o acusado pague um valor mínimo de R$ 200 mil à família de Rodrigo por danos morais, com correção de juros desde a data do crime. A manifestação do MP foi enviada para a Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras.


O documento, recebido com exclusividade pela repórter Josiane Ricardo, diz que o acusado agrediu Rodrigo “violentamente, mediante reiterados socos” e que ele agiu “de forma livre e consciente, assumindo o risco de causar o resultado morte”.

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O documento reforça ainda que Pedro Turra causou lesões gravíssimas que levaram à morte do adolescente, conforme laudo de exame de corpo de delito cadavérico juntado aos autos.


Para o Ministério Público, o crime foi cometido por motivo fútil, em uma discussão banal iniciada por um cuspe de Pedro Turra. A confusão aconteceu em uma festa de aniversário, na região administrativa de Vicente Pires, no dia 23 de janeiro.

O ex-piloto foi ao local acompanhado de amigos e, ao fim da festa, foi solicitado que Pedro Turra e os demais do grupo se retirassem do condomínio por causa do barulho. Na rua, Pedro Turra e Rodrigo se desentenderam.


Para o MPDFT, Pedro Turra é o principal responsável por ser maior de idade e ter “compleição física mais avantajada do que Rodrigo”.

Mensagens no celular de Turra

Pedro Turra teria enviado mensagens de áudio à namorada afirmando que alguém da festa queria bater em um de seus amigos. Em uma das mensagens, ele teria afirmado: “Vamos pegar eles”.


Para o Ministério Público, “tal comunicação demonstra o intento do denunciado ao se dirigir ao local dos fatos”.

O Ministério Público quer ainda ouvir novas testemunhas. No documento, são citadas sete pessoas.

Discussão por causa de chiclete

No fim de janeiro, Pedro Turra e Rodrigo se envolveram em uma briga que teria começado depois que o adolescente confrontou o ex-piloto por supostamente ter jogado um chiclete em um amigo. Os dois entraram em luta corporal, e Pedro Turra desferiu vários socos em Rodrigo. Durante a agressão, Rodrigo bateu a cabeça em um carro estacionado próximo.

Minutos depois, no entanto, Rodrigo começou a passar mal e foi levado a um hospital particular de Brasília, relatando forte dor de cabeça. O quadro clínico se agravou rapidamente, e em determinado momento o jovem teve uma parada cardíaca.

Os médicos constataram traumatismo craniano, e o adolescente foi internado em coma induzido na UTI, onde permaneceu desde o dia da agressão até o último sábado (7), quando o hospital confirmou a morte cerebral.

Pedro Turra está preso preventivamente em uma cela separada no Complexo da Papuda, em Brasília.

Versão da família aponta emboscada

No entanto, o advogado da família de Rodrigo, Albert Halex, diz que a narrativa do chiclete teria sido usada como álibi para encobrir uma emboscada.

A defesa afirma que havia cinco pessoas no carro em que Pedro Turra estava no dia, e não quatro, como relatado inicialmente. A defesa de Rodrigo afirma que uma dessas pessoas seria um piloto de automobilismo menor de idade, cuja presença teria sido omitida nos primeiros depoimentos.

De acordo com o advogado, esse piloto estudava na mesma escola que Rodrigo e tinha um histórico de desentendimentos com o adolescente, relacionados a conflitos típicos da idade, como ciúmes e interações em redes sociais.

*Sob supervisão de Augusto Fernandes

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