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Ministra Esther Dweck afirma que não haverá CNU em 2026

Afirmação foi feita após visita em local de prova do CNU 2025, que ocorre neste domingo

Brasília|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A ministra Esther Dweck anunciou que não haverá CNU em 2026, após visita ao CEUB durante a prova do CNU 2025.
  • O governo priorizará a convocação de excedentes e a realização de concursos já em andamento no próximo ano.
  • A nova lei de cotas reserva 35% das vagas para grupos específicos, com 761 mil inscritos, número inferior ao anterior.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou neste domingo (5) que não haverá edição do CNU (Concurso Público Nacional Unificado) em 2026. A declaração foi feita após visita ao CEUB (Centro Universitário de Brasília), na Asa Norte, local onde mais de 7.000 pessoas devem fazer a prova.

Ministra Esther Dweck visitou local de prova do CNU em Brasília Valter Campanato/Agência Brasil - 05/10/2025

As provas começaram neste domingo, com aplicação simultânea em 228 cidades brasileiras, em um total de 1.294 locais de prova, com mais de 760 mil inscritos.

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“Sobre 2026, ano que vem não vai ter. A gente já encaminhou a peça orçamentária justamente com a previsão de autorização de chamada de excedentes, poucas autorizações de concurso. Então, não vai ter uma autorização de concurso que justifique um novo CNU”, afirmou Dweck.

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Segundo a ministra, o governo deve priorizar, no próximo ano, a convocação de excedentes e a execução de concursos já em andamento, além de preparar a Enap (Escola Nacional de Administração Pública) para assumir etapas futuras do processo.

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Provas ocorrem com tranquilidade

Esther Dweck destacou que a aplicação das provas deste domingo ocorreu sem intercorrências climáticas ou de segurança.

Ela afirmou que 100% dos pacotes de provas chegaram aos locais e estavam lacrados antes da abertura dos portões, e que todas as salas estavam devidamente preparadas.

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A ministra também ressaltou o trabalho conjunto de diversos órgãos de segurança: Polícia Federal, Abin, Polícia Rodoviária Federal, secretarias estaduais, polícias Militar e Civil, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros.

Segundo Dweck, o esquema adotado foi semelhante ao utilizado nas eleições, com monitoramento em tempo real em um centro de comando integrado da PRF.

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“Essa operação integrada é muito parecida com o que é feito no dia da eleição, também no transporte de urna eletrônica. A gente acompanha o dia inteiro se acontece alguma coisa”, explicou.

Igualdade de gênero e nova lei de cotas

Entre as novidades desta edição, a ministra destacou a ação afirmativa voltada às mulheres: o governo pretende garantir igual número de homens e mulheres convocados para a prova discursiva, caso o resultado da etapa objetiva apresente desequilíbrio entre os gêneros.

Além disso, a nova lei de cotas passou a reservar 35% das vagas:

- 5% para pessoas com deficiência;

- 30% para pessoas negras, indígenas e quilombolas (divididas em 25%, 3% e 2%, respectivamente).

Redução de inscritos e expectativa de presença

O segundo CNU registrou 761 mil inscritos, número menor que o do concurso anterior, que teve mais de 2 milhões. Dweck explicou que a queda era esperada, já que o primeiro certame havia concentrado cargos muito aguardados e de alta demanda.

“A gente acha que no primeiro ano era uma grande novidade. Havia uma demanda reprimida muito grande. Este ano são outras carreiras”, afirmou.

A expectativa do governo é de alta taxa de comparecimento, já que mais de 600 mil candidatos acessaram o cartão de confirmação.

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