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Ministro do STJ acusado de importunação sexual tem mal-estar e é internado

Marco Aurélio Buzzi será investigado pelo Tribunal após denúncia de jovem; plenário decidiu, por unanimidade, pela apuração dos fatos

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro do STJ, Marco Aurélio Buzzi é acusado de importunação sexual e nega as denúncias.
  • Buzzi apresenta atestado médico após mal-estar e está internado em Brasília.
  • A investigação foi decidida de forma unânime pelo plenário do STJ, com comissão designada para analisar o caso.
  • A denunciante, de 18 anos, registrou boletim de ocorrência sobre o incidente, que teria ocorrido em janeiro.

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Ministro do STJ Marco Buzzi foi internado com covid-19 em Brasília
Buzzi é suspeito de agarrar mulher de 18 anos, filha de um casal conhecido do magistrado Ascom STJ/Divulgação

O ministro Marco Aurélio Buzzi, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), apresentou um atestado médico nesta quinta-feira (5).

Ele é alvo de sindicância interna da Corte que apura uma denúncia de importunação sexual. O magistrado nega a acusação.


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Segundo a assessoria de Buzzi, na noite de quarta-feira (4), ele “teve um forte mal-estar e foi levado a um hospital em Brasília, onde se encontra internado”.

“Nos últimos cinco anos, o ministro teve instalados em seu coração cinco stents e um marcapasso. Trata-se de quadro de saúde que exige atenção médica redobrada, sobretudo em situações de forte tensão”, afirma a nota.


Por orientação médica, o ministro terá licença de 10 dias, renováveis em caso de necessidade.

A decisão de iniciar a investigação se deu de forma unânime no plenário do STJ. Os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira vão compor a comissão responsável por analisar a acusação.


Jovem registra boletim de ocorrência

A denunciante — filha de um casal de amigos do ministro — tem 18 anos e acusa Buzzi de tentar agarrá-la durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido em janeiro, quando o grupo estava de férias em uma casa litorânea dele, em Balneário Camboriú (SC). A jovem registrou boletim de ocorrência.

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) informou que o caso tramita na corregedoria da instituição, sob sigilo, como determina a legislação brasileira.


A medida é necessária para preservação da intimidade e da integridade da denunciante, bem como evitar exposição indevida e eventual revitimização dela.

A Corregedoria do CNJ ouviu a jovem na manhã desta quinta-feira (5). A parte criminal do processo chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal), sob a relatoria do ministro Kassio Nunes Marques. Por ser integrante do STJ, Buzzi tem foro privilegiado e poderá ser julgado pela Suprema Corte caso se torne réu.

A assessoria do ministro comunicou que ele “foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos”. Também destacou que “repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

O advogado Daniel Bialski, representante da denunciante e da família dela, disse contar com o “respectivo desfecho perante os órgãos competentes”.

“Informamos que, neste momento, o mais importante é preservá-los [a jovem e os parentes] diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações”, completou.

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