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Ministros próximos a Moraes pressionam por adiamento de sessão extraordinária do STF

Nos bastidores, há expectativa de que um ministro pedirá para a sessão ser fechada ao público assim que ela começar

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministros próximos a Alexandre de Moraes tentam adiar ou cancelar a sessão do STF sobre a investigação de supostas ligações com Daniel Vorcaro.
  • Edson Fachin, presidente do STF, discorda do adiamento e quer a análise pública e urgente das acusações contra Moraes.
  • Há uma expectativa de que a sessão possa ser fechada ao público ou adiada por pedido de vista, aumentando a tensão no tribunal.
  • Aliados de Moraes e Mendonça acreditam que a sessão não resolverá a crise no STF, podendo resultar em confusões e trocas de acusações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Principal argumento é o de que o pedido de Moraes ser investigado deveria ser julgado na mesma sessão Victor Piemonte/STF - 26.06.2025

Ministros próximos a Alexandre de Moraes insistem na tentativa de cancelar ou adiar a sessão agendada para terça-feira (15) para discutir se o colega será investigado por supostas ligações com Daniel Vorcaro. O principal argumento é o de que o pedido de Moraes para André Mendonça ser investigado deveria ser julgado na mesma sessão.

Integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) fizeram esse pedido a Edson Fachin nas reuniões individuais que o presidente teve com cada um deles na quinta-feira (10). Para esse grupo, Mendonça deveria ser investigado por irregularidade na condução do caso Banco Master e por ter direcionado as apurações com o intuito de chegar ao nome de Moraes.

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Nesta sexta-feira (11), essa ala acrescentou outro argumento para defender essa posição. Fachin pediu para Mendonça derrubar o sigilo das investigações sobre o Banco Master. Segundo aliados de Moraes, o ministro fez isso de forma seletiva. Por outro lado, diante de todo o material disponibilizado, ministros alegam que não haveria tempo hábil para examinarem tudo até a próxima semana.

Um dos integrantes do Supremo também disse a Fachin que não seria prudente realizar esse debate público neste momento, às vésperas do processo eleitoral, para o caso não ser ainda mais usado politicamente pelas campanhas. Para esse ministro, no atual cenário, o ideal seria analisar a questão depois das eleições de outubro.

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Fachin, no entanto, teria discordado do colega. Na avaliação do presidente do STF, o plenário deve analisar o pedido de apuração contra Moraes o quanto antes, e de forma pública, para dar satisfação à sociedade diante de indícios graves contra integrantes da Corte.

Nos bastidores, há expectativa de que um ministro pedirá para a sessão ser fechada ao público assim que ela começar. Caso a solicitação não seja atendida pela maioria do plenário, aumentaria a chance de haver pedido de vista, o que adiaria a discussão para um futuro incerto. Ainda assim, essa possibilidade não arrefeceria os ânimos, porque outros ministros poderiam antecipar seus votos mesmo após um pedido de vista.

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Tanto aliados de Mendonça quando de Moraes concordam que a sessão da próxima semana não vai resolver a crise instalada no STF. Ao contrário. Ministros ouvidos em caráter reservado acreditam que haverá confusão, troca de acusações entre ministros e bate-boca - ingredientes para deixar a situação no tribunal ainda mais fora de controle.

Fachin deve anunciar em breve um rito para a sessão - que deve incluir a ordem da manifestação de cada um, inclusive Mendonça e Moraes. O mais provável é que o debate comece pela análise de questões preliminares, que podem ensejar o arquivamento do caso por motivos técnicos. A principal questão a ser discutida deve ser a acusação de que Mendonça teria pedido uma apuração contra Moraes para a Polícia Federal sem ter submetido isso antes ao plenário.

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