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Moraes autoriza Michelle a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro neste domingo na sede da PF

Documento também queria incluir os filhos, mas o pedido deve ser refeito, já que os nomes não foram especificados

Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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Regras da visita de Michelle a Jair Bolsonaro serão apresentadas pela própria PF Carolina Antunes/PR/Arquivo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro visite o ex-presidente Jair Bolsonaro na sede da Polícia Federal, em Brasília.

A permissão atende a um pedido apresentado pela defesa e estabelece que a visita ocorra em condições definidas pela própria PF.

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O documento também queria incluir os filhos, mas o pedido deve ser refeito. “A defesa não indicou quais os filhos do réu que pretendem realizar a visita, providência necessária para o cadastramento. Dessa maneira, deve completar o pedido”,

Bolsonaro foi preso neste sábado (22) depois que Moraes acatou uma solicitação da Polícia Federal e da PGR (Procuradoria-Geral da República).

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A decisão se baseia em investigações que miram o ex-chefe do Executivo e que vêm sendo conduzidas nos últimos meses.

Decisão de Moraes: risco de fuga e tumulto

O ministro apontou risco concreto de evasão, sustentado por três elementos principais:

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Moraes destacou que o tumulto planejado criaria cobertura propícia para fuga. O ministro mencionou também a proximidade da casa do ex-presidente em relação ao Setor de Embaixadas Sul — cerca de 13 km, trajeto estimado em 15 minutos de carro — e lembrou investigações sobre plano anterior envolvendo a embaixada da Argentina.

Sala de Estado: estrutura para longas detenções

Após exame clínico no Instituto Nacional de Criminalística, Bolsonaro recebeu custódia em uma sala de Estado dentro da PF, espaço reservado para autoridades de alta hierarquia.

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Para receber detentos por períodos prolongados, a Superintendência passou por adaptação em agosto, com construção de cela exclusiva no térreo: 12m², cama, banheiro privativo, chuveiro, ar-condicionado e televisão.

A Senappen montou equipe própria de policiais penais para vigilância permanente, assim como médicos à disposição de Bolsonaro.

Repercussão nos EUA

O presidente americano Donald Trump, quando avisado da prisão de Bolsonaro na manhã deste sábado (22), afirmou que a situação é “muito ruim”. Martin De Luca, advogado do presidente americano, também se manifestou, dizendo que Moraes “acabou com a diplomacia de Lula”.

“Enquanto a equipe de Lula tenta desesperadamente reconstruir a confiança com os EUA, Moraes faz tudo o que pode para provar por que foi sancionado“, escreveu ele. “Se o Brasil quer credibilidade no exterior, talvez devesse começar por pôr a sua própria casa em ordem, porque, neste momento, um homem está desfazendo o trabalho de todos os outros em tempo real”, completou.

No final do dia a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil também reagiu à prisão, ao traduzir e compartilhar na plataforma X, uma publicação feita pelo vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, que afirmou que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes é um “violador de direitos humanos” e que os EUA estão “profundamente preocupados”.

“O juiz Moraes, um violador de direitos humanos sancionado, expôs o Supremo Tribunal Federal do Brasil à vergonha e ao descrédito internacional ao desrespeitar normas tradicionais de autocontenção judicial e politizar de forma escancarada o processo judicial”, afirmou Landau.

O que está em jogo agora

A audiência de custódia deste domingo determinará a manutenção, flexibilização ou revogação da prisão preventiva. O procedimento analisará:

  • legalidade da medida;
  • integridade física do detento;
  • necessidade de continuidade da custódia cautelar.

Na segunda-feira (24), a Primeira Turma do STF realiza sessão extraordinária para examinar a decisão de Moraes. O encontro coincide com o limite para os últimos recursos no processo do golpe.

Caso o colegiado rejeite os pedidos da defesa, o cumprimento da pena definitiva pode se tornar imediato — coexistindo com a prisão preventiva em andamento.

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