Moraes autoriza Silvinei Vasques a receber visita de irmão de Michelle e outro amigo
Ex-diretor-geral da PRF foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão por integrar núcleo de gerência do plano golpista de 2022
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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou o ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques a receber a visita de dois amigos. Ele está preso no 19º BPM (Batalhão da Polícia Militar) do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, desde dezembro.
Um dos amigos de Silvinei é Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que levou refeições especiais para entregar a Jair Bolsonaro (PL) quando o ex-presidente estava preso na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Brasília.
“A realização das visitas autorizadas pelo Supremo deverá observar as regras estabelecidas pelo próprio local onde se encontra o sentenciado, por motivos de organização administrativa e segurança do estabelecimento prisional”, afirmou Moraes.
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No início deste mês, o ministro manteve a prisão do ex-diretor-geral da PRF. Na mesma decisão, Moraes autorizou a continuidade dos estudos de doutorado por Silvinei, mas no formato a distância e desde que atendidas as normas do local em que ele está preso.
A Papudinha fica no Complexo Penitenciário da Papuda, no DF. O local é destinado à prisão de policiais e pessoas politicamente expostas.
Condenação
Silvinei foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão por integrar o núcleo de gerência do plano golpista de 2022 e por usar a PRF para interferir no resultado das eleições.
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal foi acusado de pedir relatórios de inteligência para montar operações que dificultaram a chegada de eleitores do Nordeste — reduto histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — aos locais de votação.
Vasques foi preso em 26 de dezembro de 2025, após romper a tornozeleira eletrônica que usava e fugir para o Paraguai. Ele apresentou um passaporte falso ao tentar embarcar rumo a El Salvador, mas acabou detido no aeroporto do país sul-americano.
Como outros condenados pelo STF no processo sobre a trama golpista são militares ou pessoas que ocuparam cargos de menor expressão, eles foram enviados para diferentes presídios do país.
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