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Moraes cita Ramagem e Silvinei para colocar dez condenados em prisão domiciliar

Alvos estão proibidos de usar redes sociais e ter contato com outros investigados

Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes decreta prisão domiciliar para dez condenados da tentativa de golpe.
  • Entre os alvos estão Filipe Martins e Silvinei Vasques, que tentaram fugir para o exterior.
  • Medidas cautelares incluem proibição de comunicação entre os alvos e apreensão de passaportes.
  • Silvinei Vasques e Alexandre Ramagem foram condenados por envolvimento na trama golpista, com penas superiores a 16 anos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alexandre de Moraes determinou o uso de tornozeleira neste sábado Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), citou os casos do ex-deputado Alexandre Ramagem e do ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques para justificar a decretação de prisão domiciliar de dez condenados no processo que apura a tentativa de golpe.

Entre os alvos estão o ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro Filipe Martins, o major da reserva do Exército Ângelo Denicoli e a ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça Marília Alencar.

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Veja mais

O R7 tenta contato com as defesas dos citados, e o espaço permanece aberto.

“O modus operandi da organização criminosa condenada pelo Supremo Tribunal Federal indica a possibilidade de planejamento e execução de fugas para fora do território nacional, como feito pelo réu Alexandre Ramagem”, destaca trecho da decisão.

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Além disso, Moraes afirma ter observado “a presença dos requisitos necessários e suficientes para a decretação da prisão preventiva, apontando, portanto, a imprescindível compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade, notadamente para garantir a aplicação da lei penal”.

Os alvos

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (RJ), ex-major do Exército;
  • Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército;
  • Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército;
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal;
  • Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército;
  • Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro;
  • Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército;
  • Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército;
  • Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército.

Medidas cautelares

O ministro também determinou medidas cautelares. Entre elas, estão a proibição de entrar em contato com outros alvos, além da apreensão dos passaportes.

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Veja lista

  • Uso de tornozeleira eletrônica;
  • Proibição de uso de redes sociais;
  • Proibição de comunicação com outros réus;
  • Entrega de todos os passaportes;
  • Suspensão do porte de armas;
  • Restrição de visitas sem prévia autorização judicial, salvo advogados.

Moraes também determinou que as visitas autorizadas não podem utilizar celulares, tirar fotos ou gravar imagens dos presos.

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Fuga de Silvinei

Silvinei Vasques foi condenado pela 1ª Turma do STF no âmbito da trama golpista a mais de 24 anos de prisão. Segundo a Corte, ele agiu para dificultar a votação de eleitores, principalmente no Nordeste.

Ele iniciou uma rota de fuga para o Paraguai na madrugada de quinta-feira (25), utilizando um carro alugado. Segundo a Polícia Federal, ele rompeu a tornozeleira eletrônica pouco antes de deixar o Brasil em direção ao país vizinho.

Vasques acabou detido provisoriamente no aeroporto paraguaio ao tentar utilizar um documento falso.

As autoridades locais comunicaram a polícia brasileira, que havia emitido um alerta de fuga. Em seguida, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva de Vasques.

Fuga de Ramagem

Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Jair Bolsonaro (PL), Ramagem perdeu o mandato em razão de condenação no STF por participação na tentativa de golpe de Estado.

A decisão também o torna inelegível e o afasta do cenário eleitoral. Ele foi sentenciado a 16 anos e um mês de reclusão.

Proibido de deixar o País, ele descumpriu a determinação judicial e fugiu do Brasil rumo aos Estados Unidos.

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