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Moraes cobra explicações da defesa de Filipe Martins sobre uso de rede social

Ex-assessor de Bolsonaro foi condenado a 21 anos de prisão em julgamento do núcleo 2 da trama golpista

Brasília|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes cobra explicações da defesa de Filipe Martins sobre uso de redes sociais durante prisão domiciliar.
  • Informa-se que Martins teria acessado o LinkedIn, o que é proibido pelas medidas cautelares.
  • A defesa de Martins classifica a decisão como "perseguição política sem fim" e questiona a relação com a recente captura de outro réu.
  • Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão por gerenciar ações de uma organização criminosa que buscava manter Bolsonaro no poder.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alexandre de Moraes é o ministro relator do caso Rosinei Coutinho/STF - 09.12.2025

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a defesa de Filipe Martins apresente explicações, em até 24 horas, sobre a suposta utilização de rede social durante o cumprimento de prisão domiciliar.

O ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado, na ação que apura a tentativa de golpe de Estado, a 21 anos de prisão, mas a sentença ainda não transitou em julgado.


A decisão de Moraes foi tomada após a inclusão no processo da informação de que Martins teria acessado a rede LinkedIn para buscar perfis de terceiros. O uso de redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, está expressamente proibido entre as medidas cautelares impostas ao réu.

Segundo o despacho, o descumprimento das condições pode levar à decretação da prisão preventiva, nos termos do Código de Processo Penal.


A determinação de Moraes ocorre após a captura do ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques no Paraguai. Segundo o ministro, Martins apresentaria risco de fuga.

‘Perseguição’

O advogado de defesa de Martins, Jeffrey Chiquini, classificou o ato como “perseguição política sem fim” e defendeu que não existem fatos que justifiquem a medida.


“Felipe Martins estava até hoje com tornozeleira eletrônica e não podia sair da sua cidade. O ministro Alexandre de Moraes deu, há duas semanas, uma decisão dizendo que ele cumpre as medidas cautelares de forma exemplar. Então, o que mudou?”

“De repente, um dia após a prisão do PRF Silvinei Vasques, sai essa decisão para Filipe Martins. O que ele tem a ver com a suposta tentativa de fuga de outro corréu?”, questionou o advogado.


O ex-assessor de Bolsonaro foi condenado a 21 anos em julgamento do núcleo 2 da trama golpista. Ele foi acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de gerenciar ações da organização criminosa que buscava manter Bolsonaro na Presidência da República.

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