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Moraes dá 24h para Bolsonaro explicar vídeo de Eduardo que pode revogar prisão domiciliar

Ex-deputado gravou imagens em evento e afirmou ter mostrado ao pai, que não pode ter contato com redes sociais e celulares

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes exige explicações de Jair Bolsonaro sobre vídeo de Eduardo Bolsonaro em 24 horas.
  • O vídeo pode violar as condições da prisão domiciliar de Bolsonaro, que está sendo cumprida por problemas de saúde.
  • A gravação ocorreu durante evento nos EUA e mostra Eduardo afirmando que levará as imagens ao pai, desafiando as restrições.
  • A violação das regras pode resultar na revogação da prisão domiciliar e retorno ao regime fechado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Eduardo Bolsonaro diz ter enviado vídeo do evento norte-americano para o pai Callaghan O'Hare/Reuters - 28.03.2026

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro explique, em 24 horas, a publicação de um vídeo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, no qual ele afirma ter mostrado ao pai imagens gravadas em evento que reúne políticos conservadores.

Tal ato pode configurar descumprimento das condições da prisão domiciliar. A Procuradoria-Geral da República também foi notificada da decisão.

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O vídeo em questão circulou na rede social X e, segundo, o despacho de Moraes, teria sido gravado durante o evento CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), realizado nos Estados Unidos no fim de semana.

Na gravação, Eduardo afirma estar registrando as imagens para mostrar ao pai e declara que provará que o movimento não pode ser calado.

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As regras da prisão domiciliar

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária por 90 dias, autorizada em 24 de março de 2026, para permitir sua recuperação de um quadro de broncopneumonia. O prazo começa a contar a partir da alta médica.

As condições impostas por Moraes são rígidas. Está vedado o uso de celulares, telefones ou qualquer outro meio de comunicação — diretamente ou por intermédio de terceiros.

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O ex-presidente também está proibido de utilizar redes sociais e de gravar vídeos ou áudios, mesmo por meio de outras pessoas. Visitantes precisam passar por vistoria prévia e entregar aparelhos eletrônicos aos policiais responsáveis pela segurança no local.

A regra é clara quanto às consequências: qualquer violação resulta na revogação imediata do benefício e no retorno ao regime fechado ou ao hospital penitenciário.

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A pena de Bolsonaro

O ex-presidente cumpre condenação total de 27 anos e 3 meses — sendo 24 anos e 9 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção —, com regime inicial fechado e pagamento de multa de 124 dias-multa, fixada em dois salários mínimos por dia.

A prisão domiciliar é uma concessão humanitária temporária, não uma redução de pena. O retorno ao regime fechado pode ocorrer a qualquer momento diante de descumprimento das normas estabelecidas pelo STF.

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