Moraes dá cinco dias para que defesa de Augusto Heleno apresente provas de problemas de saúde
Advogados pediram prisão domiciliar por diagnóstico de demência, mas ministro diz haver necessidade de comprovação
Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília
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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu cinco dias a contar deste sábado (29) para que a defesa do general Augusto Heleno apresente documentos que comprovem problemas de saúde para a análise de prisão domiciliar.
A decisão responde a uma solicitação apresentada pela defesa, que pediu uma revisão no tipo de cumprimento da pena de Augusto Heleno, apontando caso de demência mista (Alzheimer e vascular) desde 2018.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) se colocou a favor do pedido apresentado pelos advogados, e citou a prisão domiciliar humanitária, por questão de saúde e idade, mas Moraes cobrou os laudos médicos antes de uma decisão final. O ministro ainda disse que os documentos ficarão sob sigilo.
Moraes também questionou o período citado pela defesa, apontando que datas coincidem com atuação do general durante gestão do governo Bolsonaro. Ele ainda questiona apresentação de laudos referentes apenas a 2024.
“Não foi juntado aos autos nenhum documento, exame, relatório, notícia ou comprovação da presença dos sintomas contemporâneos aos anos de 2018, 2019, 2020, 2021, 2022, 2023; período, inclusive, em que o réu exerceu o cargo de Ministro de Estado do Gabinete de Segurança Institucional, cuja estrutura englobada a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) - responsável por informações de inteligência sensíveis à Soberania Nacional -, uma vez que, todos os exames que acompanham o laudo médico foram realizados em 2024″, diz trecho da decisão.
O general tem 78 anos e foi condenado a 21 anos de prisão, por tentativa de golpe de estado. Ele atualmente cumpre pena no Comando Militar do Planalto, em Brasília.
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