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Moraes envia ao Superior Tribunal Militar análise sobre perda da patente de Bolsonaro

O ex-presidente é capitão reformado do Exército; decisão ocorre após o trânsito em julgado da condenação

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes enviou análise ao STM sobre a perda da patente de Jair Bolsonaro.
  • A decisão ocorre após a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão do ex-presidente por crime relacionado ao golpe.
  • A defesa de Bolsonaro não apresentou novos recursos, esgotando as vias recursais na Primeira Turma do Supremo.
  • Moraes afirma que os recursos foram utilizados para atrasar o cumprimento da pena, decidindo pelo trânsito em julgado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Bolsonaro em formatura da Aman enquanto era presidente: risco de perda da patente de capitão Carolina Antunes/PR - 24.09.2020

O ministro Alexandre de Moraes determinou nesta terça-feira (25) que o STM (Superior Tribunal Militar) analise a perda da patente de Jair Bolsonaro.

A determinação aparece na mesma decisão em que Moraes declara o trânsito em julgado da ação penal do golpe, na qual o ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.


Bolsonaro é capitão reformado do Exército. Embora tenha ingressado na política há mais de três décadas, sua condição de militar da reserva é mantida formalmente, e a perda da patente depende de julgamento próprio na Justiça Militar.

A defesa de Bolsonaro não apresentou novos recursos dentro do prazo final encerrado na segunda-feira (24). Com isso, Moraes considerou esgotadas todas as vias recursais na Primeira Turma do Supremo e certificou o trânsito em julgado, etapa que abre caminho para a execução definitiva da pena.


Na decisão, o ministro aponta que a defesa deixou esgotar o prazo para novos embargos de declaração e afirma que os embargos infringentes são incabíveis.

Isso porque o julgamento do núcleo crucial da trama golpista teve apenas um voto divergente, abaixo do mínimo de dois exigido pela jurisprudência da Corte para esse tipo de recurso. Somente o ministro Luiz Fux divergiu.


Propósito protelatório

Moraes também cita precedentes que permitem o reconhecimento imediato do trânsito, sobretudo quando recursos são usados com propósito meramente protelatório, isto é, para atrasar o cumprimento da pena.

O ministro declarou ainda o trânsito em julgado para Alexandre Ramagem e Anderson Torres. Ramagem (PL-RJ) deixou o país em setembro, após ser condenado pelo STF, e é considerado foragido.

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