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Brasília Moraes inclui PCO no inquérito das fake news após partido pedir dissolução do STF

Moraes inclui PCO no inquérito das fake news após partido pedir dissolução do STF

Partido da Causa Operária chamou Moraes de 'skinhead de toga' e disse que ele 'prepara um novo golpe nas eleições'

  • Brasília | Alan Rios, do R7, em Brasília

Ministro do STF Alexandre de Moraes

Ministro do STF Alexandre de Moraes

Edu Garcia/R7 - 29.04.2022

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes incluiu o PCO no inquérito das fake news após a legenda pedir a "dissolução" da Corte. Nos últimos dias, em uma série de ataques ao tribunal e ao ministro publicados nas redes sociais, o partido chamou Moraes de "skinhead de toga" que tem "sanha por ditadura" e "prepara um novo golpe nas eleições", entre outras ofensas. 

Para Moraes, as declarações são graves, pois acabam "insinuando a prática de atos ilícitos por membros da Suprema Corte e defendendo a dissolução do tribunal". Na decisão, ele ainda afirma que o partido político utiliza dinheiro público para "impulsionar a propagação das declarações criminosas".

Alexandre de Moraes determinou a inclusão do PCO no inquérito das fake news, a obrigação de depoimento do presidente do partido à Polícia Federal e o imediato bloqueio dos perfis e canais da legenda nas redes sociais, com identificação do usuário criador do perfil. O partido reagiu à decisão publicando nas redes que há uma "ditadura do STF".

"Está escancarada a ditadura dos 11 ministros que não receberam um único voto. Pela dissolução imediata do STF!", publicou a legenda no Twitter. O PCO agora faz parte de um inquérito que também inclui o presidente Jair Bolsonaro (PL), que apresentou vídeos já desmentidos e declarações infundadas sobre supostas fraudes no sistema eletrônico de votação durante live.

As principais reações contra Moraes na última semana surgiram após o ministro enfatizar que a divulgação de notícias falsas sobre o processo eleitoral pode acarretar cassação de registro de candidatura. O PCO avaliou a fala como uma "repressão aos direitos que se voltará contra os trabalhadores".

Do outro lado político, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), filho do presidente, também reclamou da declaração. "Qual a definição de fake news? Em que lei anterior está o crime de fake news e sua pena? Além disso, isso eventualmente valerá para todos ou Lula e a esquerda podem mentir à vontade?", publicou.

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