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Moraes manda Silas Malafaia explicar ofensas a comandante do Exército

Silas Malafaia foi denunciado pela PGR por injúria e calúnia contra o atual comandante do Exército, general Tomás Paiva

Brasília|Thays Martins, do R7, em Brasília

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Silas Malafaia foi denunciado pela PGR Marcos Corrêa/PR - 11.04.2019

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou o líder religioso Silas Malafaia explicar as ofensas feitas ao comandante do Exército, general Tomás Paiva. Moraes analisa a denúncia feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Malafaia por injúria e calúnia.

Moraes deu 15 dias para Malafaia explicar as declarações. O despacho foi assinado em 20 de dezembro. Até o momento, o líder religioso não se manifestou no processo, que estava em sigilo.

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O caso se refere a declarações feitas por ele em abril de 2025, quando criticou a postura do alto comando do Exército diante da prisão do general Braga Netto, em 2024. As falas foram feitas em manifestação pela anistia dos condenados pelo 8 de Janeiro, em São Paulo.

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“Eu não posso esquecer de falar do general Braga Netto. Sabe por que ele está preso? Porque Alexandre de Moraes diz que ele estava tentando obstruir o processo. Um general condecorado no exterior, com ficha limpa”, afirmou Malafaia em seu pronunciamento no ato.

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“Ah, eu não vou me calar aqui não”, prosseguiu. “Cadê esses generais de quatro estrelas do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos. Cambada de covardes. Cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem”, disparou.

Após a denúncia da PGR, Malafaia usou as redes sociais para criticar a decisão. Segundo ele, o nome do militar “nunca foi citado” em suas falas. “Essa é uma maneira covarde de produzir uma puríssima perseguição política. O que eu falei na Avenida Paulista, em qualquer nação democrática do mundo, é liberdade de expressão”, declarou.

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Outro ponto questionado por Malafaia é o fato de a denúncia ter sido encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo a justificativa do procurador-geral da República, Paulo Gonet, Moraes é o relator do inquérito das milícias digitais e, por isso, o caso deve ficar sob a relatoria dele.

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