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Moraes marca interrogatório de Eduardo Bolsonaro em ação penal por coação

Depoimento será por videoconferência em 14 de abril; ex-deputado é acusado de articular, nos EUA, o tarifaço sobre produtos brasileiros

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes marca o interrogatório de Eduardo Bolsonaro para 14 de abril por videoconferência.
  • Eduardo é réu em ação penal por coação e não apresentou defesa, levando a Defensoria Pública a ser acionada.
  • STF aceitou a denúncia da PGR, investigando articulação de Eduardo Bolsonaro com o governo EUA para tarifar produtos brasileiros.
  • A Câmara dos Deputados cassou seu mandato no final de 2025 por excesso de faltas nas sessões deliberativas.

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Atuação de Eduardo também teria causado a revogação de vistos de membros do governo e STF Bruno Spada/Câmara dos Deputados - 04.02.2025

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes marcou para o dia 14 de abril o interrogatório do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro na ação penal em que ele é réu por coação no curso do processo. A audiência será realizada às 14h por videoconferência.

“Deverá a Secretaria disponibilizar sala de audiência, nas dependências do Supremo Tribunal Federal, de onde o ato de interrogatório será conduzido, com apoio de pessoal e equipamentos, inclusive com o fornecimento de link para a videoconferência e encaminhamento às partes”, afirmou Moraes.


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Em despacho, o ministro também acionou a Defensoria Pública da União, uma vez que o ex-parlamentar não apresentou a sua defesa.

Conduta nos EUA

Em novembro do ano passado, por unanimidade, o STF aceitou a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da União) no inquérito que apurou a atuação de Eduardo Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos.


A investigação aponta que ele teria articulado com a equipe do presidente dos EUA, Donald Trump, para promover o tarifaço sobre produtos brasileiros, além da suspensão de vistos de integrantes do governo federal e magistrados do STF. O ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

No fim de 2025, a Mesa Diretora da Câmara decidiu cassar o mandato de Eduardo Bolsonaro por excesso de faltas. A medida foi fundamentada no dispositivo constitucional que proíbe deputados e senadores de faltar a mais de 1/3 das sessões deliberativas do ano.

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