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Moraes nega habeas corpus apresentado por estudante de direito em favor de Bolsonaro

Ministro sustenta que pedido não reúne elementos suficientes para ser analisado pelo Supremo

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Alexandre de Moraes rejeitou habeas corpus em favor de Jair Bolsonaro.
  • O pedido foi apresentado por um estudante de direito e não um advogado do ex-presidente.
  • Moraes argumentou que a solicitação não apresentava elementos suficientes para análise pelo Supremo.
  • A decisão destacou a falta de fatos concretos que justificassem a atuação da Corte.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pedido de habeas corpus alega que fatos atribuídos a Bolsonaro não poderiam resultar em condenação Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - Arquivo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes rejeitou um habeas corpus apresentado por um estudante de direito em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o ministro, o pedido não reunia elementos suficientes para ser analisado, o que levou ao encerramento do processo sem julgamento do mérito.

A decisão foi assinada na última quarta-feira (28) e publicada na quinta (29).


A solicitação foi protocolada por Francisco Ricardo Alves Machado, que não integra a equipe de advogados de Bolsonaro. De acordo com seu perfil no LinkedIn, ele é estudante de direito.

No pedido encaminhado ao Supremo, o estudante afirmou que o ex-presidente estaria sofrendo restrições ilegais à liberdade e pediu a anulação dos processos em curso. O argumento central era o de que o magistrado responsável pelos casos deveria ser considerado suspeito.


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Na petição, Machado sustentou que um juiz não pode atuar em processos quando há, por exemplo, interesse pessoal, relação direta com as partes ou qualquer situação que comprometa sua imparcialidade.

O habeas corpus também menciona tratados internacionais de direitos humanos, como o Pacto de San José da Costa Rica e o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, para defender o direito à liberdade e à vida do ex-presidente.


Além disso, o autor alegou que os fatos atribuídos a Bolsonaro não poderiam resultar em condenação, por considerar que não haveria possibilidade real de consumação do crime. Com base nessa tese, pediu o encerramento da ação penal.

Ao final, solicitou uma decisão urgente para garantir a libertação imediata do ex-presidente e, posteriormente, o reconhecimento de que não haveria crime a ser punido.


Entenda por que Moraes negou o pedido

Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que o pedido não apresentava informações mínimas que permitissem a análise do caso pelo Supremo. Segundo ele, o texto não indicava de forma clara qual seria o ato ilegal praticado nem apontava quem teria sido responsável por essa suposta violação.

O ministro destacou que o habeas corpus se limitou a argumentos genéricos e à reprodução de dispositivos legais, sem apresentar fatos concretos que justificassem a atuação da Corte.

“Não há, na petição inicial, individualização mínima de fatos aptos a embasar o pedido formulado, circunstância que compromete a admissibilidade da impetração”, escreveu Moraes, ao rejeitar a solicitação.

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