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Moraes se reúne com prefeitos para discutir política nacional para a população em situação de rua

Ministro do STF deu prazo de 120 dias ao governo federal para que apresente um plano para melhorar 'condições desumanas de vida'

Brasília|Do R7, em Brasília

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Brasil tem mais de 281 mil pessoas nas ruas
Brasil tem mais de 281 mil pessoas nas ruas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes se reúne com dirigentes da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) nesta quinta-feira (3), em Brasília, para tratar da Política Nacional para a População em Situação de Rua. O encontro acontece na sede do STF, a partir das 14h30.

Participam da audiência os prefeitos do Rio de Janeiro (RJ), Eduardo Paes; de São Paulo (SP), Ricardo Nunes; de João Pessoa (PB), Cícero Lucena; de Porto Alegre (RS), Sebastião Melo; de Boa Vista (RR), Arthur Henrique; de Campinas (SP), Dário Saadi; de Jacareí (SP), Izaías Santana; e de Araraquara (SP), Edinho Silva.

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Na última semana, Moraes deu um prazo de 120 dias ao governo federal para que apresente um plano de política nacional para a população em situação de rua. A decisão determinou a cidades, estados e municípios que façam a adesão formal ao plano, que deve ter a participação de órgãos específicos do governo, como o Conselho Nacional de Direitos Humanos e a Defensoria Pública da União.

De acordo com o ministro, a medida foi tomada "em face do estado de coisas inconstitucional concernente às condições desumanas de vida da população em situação de rua no Brasil”.

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Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado em fevereiro revelou que o Brasil ultrapassou a marca de 281 mil pessoas em situação de rua em 2022. O aumento foi de 38% desde 2019, após a pandemia de Covid-19.

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O plano nacional para a população em situação de rua deverá contemplar pelo menos 12 pontos. Entre eles, o mapeamento e a identificação do perfil dessas pessoas e a criação de meios de fiscalização dos processos de despejo e reintegração de posse no país, além da proibição da chamada arquitetura hostil para coibir a presença de pessoas em situação de rua nos espaços públicos.

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