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Moraes suspende ‘vale-peru’, férias turbinadas e adicional de 200% nos Correios

Ministro suspendeu decisão do TST que ampliava benefícios a funcionários da empresa

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Alexandre de Moraes suspendeu partes da decisão do TST que beneficiavam funcionários dos Correios.
  • A decisão previa benefícios como "vale-peru", férias turbinadas e pagamento adicional para trabalho em feriados.
  • Os Correios argumentaram que os novos benefícios representariam custos anuais de R$ 1,45 bilhão e afetariam a saúde financeira da empresa.
  • A liminar de Moraes será válida até que o STF julgue o mérito da questão, com a possibilidade de manter ou derrubar a suspensão.

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SP - LANÇAMENTO/SBT NEWS/PRESENÇAS/LULA - POLÍTICA - O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes,  durante lançamento   oficial do SBT News, novo canal de notícias com programação 24 horas, em cerimônia   realizada nos estúdios do SBT, em Osasco (SP), nesta sexta-feira, 12 de dezembro   de 2025. O evento reuniu personalidades incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da   Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a primeira-dama Janja Lula da   Silva e o governador Tarcísio de Freitas.   12/12/2025 - Foto: LECO VIANA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
Moraes suspendeu decisão do TST por considerar que tribunal extrapolou competência Leco Viana/TheNews2/Estadão Conteúdo - 12.12.2025

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes suspendeu trechos de uma decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho) que obrigava os Correios a conceder benefícios adicionais a seus funcionários. A medida atendeu a um pedido da própria estatal e ainda precisa ser analisada pelo plenário da Corte para ser confirmada em definitivo.

A decisão do TST havia sido tomada no contexto de um dissídio coletivo de greve e previa, entre outros pontos, o pagamento de benefícios como um ticket alimentação extra — conhecido como “vale-peru” —, gratificação de férias equivalente a 70% do salário e pagamento de 200% do valor da hora normal para quem trabalhasse em dias de descanso ou feriados.


Segundo os Correios, essas obrigações gerariam um impacto financeiro muito elevado e colocariam em risco a saúde econômica da empresa, que é responsável por um serviço público essencial em todo o país.

Na decisão liminar, Alexandre de Moraes suspendeu quatro cláusulas da sentença do TST. Entre elas, estão as que previam o pagamento de benefícios extras de alimentação, regras que transferiam integralmente à empresa os custos do plano de saúde — inclusive após a aposentadoria dos empregados —, o adicional de 200% para trabalho em dias de repouso e a gratificação de férias acima do percentual mínimo previsto na Constituição.


De acordo com dados apresentados pelos Correios ao STF, o custo anual com as mudanças no plano de saúde seria de R$ 1,45 bilhão e seria necessário reservar cerca de R$ 2,7 bilhões para cobrir benefícios futuros. A empresa também disse que o vale-extra e a gratificação de férias ampliada teria um custo de R$ 485 milhões.

Ao analisar o caso, Moraes considerou que havia indícios de que o TST extrapolou sua competência ao criar despesas sem respaldo legal ou acordo entre as partes. O ministro também destacou o risco financeiro envolvido, classificando a situação econômica dos Correios como delicada.


Na avaliação do relator, a implementação imediata das cláusulas poderia causar prejuízos graves à empresa e, por consequência, ao serviço público que ela presta. Por isso, decidiu suspender os efeitos da decisão do TST até que o mérito da questão seja julgado de forma definitiva.

A liminar permanece válida até o julgamento final do caso no STF, quando os ministros do plenário deverão decidir se mantêm ou derrubam a suspensão determinada por Moraes.

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