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Morar no shopping? Entenda residencial combinado com comércio no DF que viralizou em vídeo

Especialista explica como funcionam os empreendimentos de uso misto, que integram moradia, comércio e serviços em regiões verticalizadas do DF

Brasília|Do R7, em Brasília*

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Vídeo mostrando trajeto para apartamento passando por shopping viralizou nas redes Reprodução/Balanço Geral DF - 14.01.2026

Prédios que misturam moradia e comércio, com apartamentos construídos sobre shoppings e centros comerciais, fazem parte de um modelo urbano cada vez mais comum em grandes cidades. Em Águas Claras, esse tipo de empreendimento já faz parte da paisagem e do cotidiano de quem vive na região e contrasta com o conceito de superquadra proposto por Lúcio Costa para o Plano Piloto.

O tema ganhou atenção após um vídeo mostrar o caminho percorrido diariamente até um apartamento localizado em uma torre residencial sobre um shopping. Mais do que a curiosidade do trajeto, o registro ajuda a ilustrar um modelo de ocupação urbana que cresce no DF e em outras capitais.


Segundo o arquiteto e urbanista Frederico Fósculo, esse tipo de construção faz parte do chamado uso misto, que integra moradia, comércio e serviços em um mesmo espaço. A proposta busca aproximar o local de morar do local de consumo e trabalho, reduzindo deslocamentos e concentrando funções da cidade.

“Regiões como Águas Claras já nasceram com esse perfil mais adensado e vertical, o que facilita a adoção desse tipo de empreendimento. É uma lógica comum em grandes cidades, onde o térreo e os primeiros pavimentos são ativos, comerciais, e os andares superiores voltados à habitação”, explica.


Fósculo destaca que o modelo é bem diferente do que foi pensado originalmente para o Plano Piloto. “Na área central de Brasília, o conceito urbano prioriza as superquadras, com separação clara entre moradia, comércio e circulação, além de grandes áreas verdes e menor adensamento nos edifícios residenciais”, detalha.

Enquanto isso, em Águas Claras, a cidade se organiza de forma mais compacta e vertical. “Você tem uma sobreposição de usos e faz a cidade funcionar de forma mais integrada. Isso gera vitalidade urbana, mas exige mais planejamento e gestão”, analisa o arquiteto.


Além disso, o especialista ressalta que, apesar das vantagens, o modelo exige atenção constante. “A mistura de usos traz eficiência e vitalidade para a cidade, mas impõe desafios importantes, como o controle de acessos, a gestão dos fluxos e a convivência entre quem mora e quem apenas circula pelo espaço”, finaliza.

*Com apuração de Clara Avendaño, da RECORD

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