Motta recebe apoio do PSD para disputar reeleição à presidência da Câmara
Líder do partido na Casa, Antonio Brito descarta candidatura e anuncia apoio ao presidente, que busca ampliar alianças
Brasília|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebeu o apoio do PSD para disputar a reeleição ao comando da Casa em 2027. O anúncio foi feito nesta terça-feira (13), durante uma reunião da bancada do partido, em Brasília.
O líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA), declarou apoio ao grupo político de Motta e informou que não pretende disputar a presidência da Casa no próximo ano. A decisão fortalece as articulações do atual presidente, que busca consolidar uma maioria para permanecer no cargo por mais dois anos.
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Motta também conta com o respaldo do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira (SP), mas ainda enfrenta resistências entre parlamentares de outras legendas, especialmente do PL, partido de Flávio Bolsonaro.
Parte do desgaste com a bancada de oposição se deve à decisão de Motta de declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela reeleição ao Palácio do Planalto.
Apesar disso, aliados avaliam que o atual presidente da Câmara tem condições de reunir os votos necessários para conquistar um novo mandato.
A conta considera o apoio do PT e de partidos do Centrão, que, juntos, poderiam formar uma maioria suficiente para garantir sua recondução.
Segundo um aliado de Motta, o momento também é de cobrar dos governistas o apoio político oferecido pelo presidente da Câmara durante a campanha eleitoral.
Resistências e negociações
A construção dessa maioria, no entanto, ainda depende de negociações dentro do próprio Centrão. Parlamentares como Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL) também são apontados como possíveis interessados na presidência da Câmara.
Para aliados de Motta, o desafio será convencer esses grupos a abrir mão de eventuais candidaturas e aderir à tentativa de reeleição.
Outro objetivo é reduzir as resistências no PL e ampliar o diálogo com a direita. Nos bastidores, integrantes do Republicanos avaliam que Motta precisará fazer gestos à oposição para conquistar parte desses votos. Entre as possibilidades está a votação de propostas defendidas pelo PL.
A eleição para a presidência da Câmara será em 1º de fevereiro, quando os deputados escolherão o comando da Casa para os dois primeiros anos da próxima legislatura.
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