MP denuncia técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes em hospital do DF
Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva estão presos de forma preventiva
Brasília|Josiane Ricardo, da RECORD Brasília
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O MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) apresentou denúncia à Justiça, na última terça-feira (10), contra os técnicos de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos; Amanda Rodrigues de Sousa, de 28; e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22, suspeitos de provocar as mortes de pacientes internados em um hospital particular de Taguatinga, no Distrito Federal.
O caso veio à tona após as mortes de três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, entre novembro e dezembro de 2025. As vítimas foram João Clemente Pereira, de 63; Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33; e Miranilde Pereira da Silva, de 75. Segundo as investigações, os técnicos de enfermagem quase fizeram outras cinco vítimas.
O MP denunciou Marcos Vinícius e Marcela Camilly por três homicídios e cinco tentativas de homicídio. Amanda foi denunciada por dois homicídios (ela não teria atuado em uma das mortes) e cinco tentativas de homicídio.
Os três estavam presos temporariamente desde janeiro, mas passaram por audiência de custódia na quarta-feira (11), quando a Justiça decidiu converter as prisões em preventivas. O prazo da prisão temporária terminaria nesta sexta-feira (13).
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Injeção letal com desinfetante
A apuração sobre o caso revelou que os pacientes teriam recebido substâncias de forma irregular por parte dos profissionais de enfermagem. A polícia aponta que doses de medicamentos teriam sido administradas sem prescrição médica e, em um dos casos, até desinfetante teria sido injetado na veia de uma paciente, provocando sucessivas paradas cardiorrespiratórias.
As investigações indicam que Marcos Vinícius seria o principal responsável pelas aplicações letais. De acordo com a polícia, ele teria acessado o sistema do hospital utilizando a conta de um médico para prescrever medicamentos indevidos e retirar as substâncias na farmácia da unidade antes de administrá-las nos pacientes.
As outras duas técnicas denunciadas, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, são investigadas por possível participação nos crimes. A suspeita é de que elas tenham auxiliado nas ações ou deixado de impedir as aplicações.
A Polícia Civil do Distrito Federal analisou prontuários médicos, registros de atendimento e imagens internas da unidade, além de ouvir testemunhas e profissionais de saúde.
A polícia ainda investiga a possibilidade de outras vítimas, já que os profissionais trabalharam em diferentes unidades de saúde e podem ter tido acesso a outros pacientes internados.
Vítimas não tinham quadro clínico grave
Segundo o inquérito, que corre em segredo de Justiça, as vítimas não apresentavam quadro clínico considerado grave.
Miranilde Pereira da Silva era professora aposentada. Ela morreu no dia 17 de novembro, seis dias depois de dar entrada no hospital com uma constipação.
João Clemente Pereira trabalhava como supervisor de manutenção na Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal). Ele também morreu no dia 17 de novembro, 13 dias depois de dar entrada no Anchieta com tontura causada por um coágulo na cabeça.
Marcos Raymundo Fernandes Moreira era carteiro dos Correios e deixou esposa e um filho pequeno. Ele foi internado com dores abdominais e suspeita de pancreatite. A vítima morreu em 1º de dezembro.
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