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MPDFT apura denúncias de tortura durante curso de formação da Polícia Militar

Policial afirma que foram oito horas de agressões e que ficou seis dias internado

Brasília|Do R7, em Brasília

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Policial ficou internado por seis dias Reprodução/RECORD - 29.04.2024

A 3ª Promotoria de Justiça Militar e a Corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal cumpriram 14 mandados de prisão temporária nesta segunda-feira (29) para apurar uma denúncia de tortura contra um soldado durante curso de formação do BPChoque (Batalhão de Polícia de Choque). A operação aconteceu a pedido do MPDFT (Ministério Público do DF e Territórios).

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Além dos mandados de prisão, o ministério público decretou a apreensão de celulares dos militares supostamente envolvidos e a suspensão do curso até que a investigação seja concluída. O comandante do BPChoque foi afastado.

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Danilo Martins alega que foi torturado por colegas da corporação durante um curso dentro do Batalhão até que desistisse do curso, que foi realizado na última segunda-feira (22). Ele conta que foram oito horas de tortura que resultaram em seis dias de internação hospitalar. Assista a entrevista dada ao Balanço Geral abaixo.

Depois de ter se recusado a assinar, o policial diz que teve gás lacrimogêneo e gás de espuma jogados em seu rosto e que foi agredido com pauladas na cabeça e chutes no joelho, rosto e estômago. “A todo momento diziam para eu assinar [o termo], eu disse não e foram evoluindo as violências até eu me lesionar”, relata.

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Danilo diz que foi liberado depois assinar a desistência e procurou atendimento médico. Ele foi diagnosticado com insuficiência renal, rabdomiólise - ruptura de músculo esquelético - hérnia de disco e lesões lombar e cerebral. O policial relata que as lesões causaram degeneração na vista e que tem dificuldade de locomoção.

Por meio de nota, a PMDF diz que instaurou inquérito policial militar para apurar o caso e que estão à disposição para esclarecimentos. Confira a íntegra abaixo:

Durante as atividades do curso de patrulhamento tático móvel, no dia 22 de abril, um aluno solicitou desligamento após passar pela elata inicial do curso e exercícios físicos previstos. Apesar de sair do Batalhão alegando que estava bem, o referido aluno procurou atendimento hospitalar apresentando quadro compatível com rabdomiólise e alegando ter sido agredido. Nesse sentido, a Corregedoria da PMDF já instaurou inquérito policial militar para apurar o caso e que já está sendo acompanhado pelo Ministério Público. O coordenador do curso solicitou o seu desligamento voluntário para que as apurações transcorram da forma mais transparente possível. Continuamos à disposição para esclarecimentos posteriores.

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