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Na reta final, parlamentares veem interferência do STF como entrave à CPMI do INSS

Membros do colegiado têm manifestado insatisfação com decisões do Judiciário; trabalhos terminam na próxima semana

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CPMI do INSS, que investiga fraudes em benefícios, termina na próxima semana após sete meses de trabalho.
  • Parlamentares expressam insatisfação com as interferências do STF, que dificultam apurações e prejudicam a imagem da comissão.
  • O presidente da CPMI, Carlos Viana, critica as limitações impostas e alerta que nenhuma CPI terá autonomia se essa situação se normalizar.
  • Deputados da esquerda afirmam que a CPMI se desmoraliza e não investiga efetivamente, caracterizando-a como um show político.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente da CPMI diz que decisões impactam o relacionamento entre o Congresso e o STF Waldemir Barreto/Agência Senado - 19.03.2026

A CPMI do INSS, criada para investigar fraudes nos descontos de benefícios de aposentados e pensionistas, encerra-se na próxima semana — caso não seja prorrogada — depois de sete meses de trabalho.

Mas, nesta reta final, o presidente Carlos Viana (Podemos-MG) e membros da comissão têm manifestado insatisfação com o andamento das apurações, devido às interferências do STF (Supremo Tribunal Federal).

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As decisões que, na visão de parlamentares, blindam figuras importantes de prestar esclarecimentos, são motivo de uma relação desgastada entre os poderes. Ao R7, congressistas afirmam que o risco é que a CPMI termine desmoralizada.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirma que comissões parlamentares de inquérito são instrumentos da minoria e que, apesar das blindagens, a CPMI está resguardando o papel do Congresso Nacional.

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“Quando se faz isso, é com o objetivo de anular, de desmoralizar completamente esse instrumento que é transparente“, analisa.

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O senador Carlos Viana argumenta que cada Poder tem o seu papel e que os limites precisam ser respeitados e são inegociáveis. Segundo ele, as últimas decisões do Supremo impactam diretamente a comissão e o relacionamento entre o Legislativo e o Judiciário.

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“Depoentes sendo dispensados, limitações sendo impostas, restrições que não existiam até então. Não se trata de um caso isolado. Estamos diante de um padrão, e todo padrão cria precedentes, que, quando consolidados, mudam o funcionamento das instituições. Se isso se normaliza, nenhuma CPI no Brasil terá autonomia real”, sustenta o parlamentar. Ele acrescenta: “Eu respeito o STF, mas respeito não é submissão”.

Por outro lado, parlamentares de esquerda argumentam que a CPMI tomou um rumo perigoso. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), por exemplo, critica a condução dos trabalhos. “Eu acho que a CPI está se desmoralizando. Isso não investiga nada, é um show. Cada um desviando o foco, tentando proteger alguém”, observa.

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Decisões do STF

Na noite da última terça-feira (17), o ministro Gilmar Mendes, do STF, dispensou a presidente do Palmeiras e do Banco Crefisa, Leila Pereira, de comparecer à CPMI do INSS. A oitiva, que estava marcada para o dia seguinte, acabou cancelada.

De acordo com o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a Crefisa passou a ter papel central na investigação após se tornar a maior vencedora do pregão que definiu o pagamento de benefícios do INSS.

Ainda no início da semana, o ministro André Mendonça determinou que a Polícia Federal recolhesse o material do inquérito sobre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, enviado ao colegiado, e proibiu o acesso de parlamentares e assessores à sala-cofre do Senado.

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