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Não podemos deixar que Justiça fique ‘aprisionada em interesses’, diz Fachin

Presidente do Supremo Tribunal Federal deu declaração durante encontro com representantes de Cortes superiores e de 2ª instância

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Edson Fachin defende a justiça como o único caminho seguro em encontro com presidentes de tribunais.
  • Ele alerta contra a influência de interesses paroquiais e conveniências econômicas na justiça.
  • A declaração surge em meio a uma crise no STF relacionada a supostos envolvimentos de ministros com um empresário.
  • Fachin enfatiza a importância da transparência e do debate para manter a confiança no Judiciário.

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04/02/2026 - Brasília - O presidente do STF, Edson Fachin durante cerimônia de assinatura do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. Palácio do Planalto. Brasília (DF) - Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Ministro Luiz Edson Fachin afirmou que Judiciário não recebe votos da população, mas é a razão da lei Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 04.02.2026

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (10) que é preciso "defender a Justiça como quem sabe que ela é o único caminho seguro“.

Fachin deu a declaração durante encontro com presidentes de tribunais superiores e de segunda instância. “Não podemos deixar que a Justiça fique aprisionada em interesses paroquiais, em conveniências econômicas ou cálculos políticos. O que a legitima é o mesmo ideal que legitima a liberdade. E, em nome desse ideal, devemos ser virtuosos, dar o exemplo”, afirmou.


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A fala se dá em meio a uma crise no STF, devido ao suposto envolvimento dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Para Fachin, o Judiciário não tem votos da população, mas representa a razão da lei e, por isso, os magistrados não podem “abrir mão de fundamentar as escolhas” nem de “justificar as decisões”.


“Elas [as determinações das Cortes] devem ser escrutinadas amplamente, com toda a transparência, e capazes de sobreviver ao mais impiedoso exame público. Sem a dialética do debate, a confiança no Judiciário se desfaz; e, sem confiança, não há autoridade que resista”, completou.

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