No G20, Lula diz que mundo precisa evitar um novo ‘colonialismo digital’
Presidente defendeu que a transição energética deve reforçar base industrial de países detentores de recursos
Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, no segundo dia da Cúpula de Líderes do G20, que a inovação tecnológica pode aprofundar as desigualdades em todo o planeta.
“Quando poucos controlam algoritmos, dados e infraestruturas, a inovação passa a gerar exclusão. É fundamental evitar uma nova forma de colonialismo: o digital”, disse.
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Segundo Lula, a IA (Inteligência Artificial) é um “caminho sem volta” e uma oportunidade para impulsionar um futuro mais equitativo, mas ele apontou desafios relacionados ao acesso desigual.
“[A IA] promove a inovação, aumenta a produtividade, estimula práticas sustentáveis e pode melhorar a vida das pessoas de maneira concreta. O grande desafio não é apenas dominar a ferramenta, mas trabalhar para que todos possam utilizá-la de forma segura, protegida e confiável”, pontuou.
Neste contexto, ele pediu urgência para que as maiores economias do mundo aprofundem o debate sobre a governança da IA, tendo as Nações Unidas como centro da discussão. O presidente também parabenizou a África do Sul pela “Iniciativa IA para a África”.
Outro ponto levantado por Lula foi o de que países com grandes concentrações de minerais “não podem ser vistos como meros fornecedores, enquanto seguem à margem da inovação tecnológica”.
O líder brasileiro reforçou que “o que está em jogo não é apenas quem detém esses recursos, mas quem controla o conhecimento e o valor agregado que deles deriva”.
Lula ressaltou a importância de investimentos ambiental e socialmente responsáveis, que contribuam para fortalecer a base industrial e tecnológica dos países detentores de recursos.
“A soberania não é medida pela quantidade de depósitos naturais, mas pela habilidade de transformar recursos via políticas que tragam benefícios para a população”.
Trabalho
Lula concluiu sua participação fazendo a conexão entre o avanço tecnológico e a necessidade de proteção aos trabalhadores e trabalhadoras.
Ele frisou que não haverá “futuro equitativo para todos” sem assegurar oportunidades de trabalho e proteção.
O presidente destacou que 40% dos trabalhadores do mundo estão em funções expostas à IA, sob risco de automação ou complementação, e defendeu que cada painel solar, cada chip e cada linha de código carregue a marca da inclusão social.
“A tecnologia deve fortalecer, e não fragilizar, direitos humanos e trabalhistas. O trabalho decente deve ser o objetivo das nossas ações. O progresso só se concretizará se for compartilhado, sustentável, justo e inclusivo”, finalizou.
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