Brasília Ocupação de vagas de UTI Covid chega a 100% nesta terça no DF

Ocupação de vagas de UTI Covid chega a 100% nesta terça no DF

Dos 83 leitos da rede pública, 58 estão ocupados e 25 bloqueados, aponta painel InfoSaúde; fila de espera tem dez pacientes

  • Brasília | Jéssica Moura, do R7, em Brasília

Unidade de Terapia Intensiva

Unidade de Terapia Intensiva

Diego Vara/Reuters - 14.01.2022

As UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) para tratamento dos pacientes com sintomas mais graves de Covid-19 nos hospitais públicos atingiram lotação máxima na manhã desta terça-feira (25) no Distrito Federal. O painel InfoSaúde, atualizado às 6h25, mostra que não há leitos disponíveis.

Dos 83 leitos da rede pública, 58 estão ocupados e 25 bloqueados. Na fila de espera estão dez pacientes com suspeita ou confirmação do diagnóstico para a infecção.

Esse índice crítico se aproxima de taxas registradas em março de 2021, quando o DF atravessava um pico na pandemia. Naquela ocasião, quando as UTIs chegaram a 99% de ocupação, o governador Ibaneis Rocha decretou medidas restritivas para o funcionamento do comércio e toque de recolher na capital.

Agora, o GDF elaborou um plano de mobilização de leitos para lidar com o aumento na demanda. Nesta segunda (24), a Secretaria de Saúde anunciou que a internação clínica e o pronto-socorro do Hospital de Samambaia voltaram a ser exclusivos para atendimento a pacientes infectados pelo novo coronavírus. Isso soma 25 leitos extras de enfermaria.

Com a adição dessas vagas, o índice de ocupação é de 76,36% dos 110 leitos disponíveis. A pandemia de Covid-19 está em rápida aceleração no DF: nesta segunda, foram registrados 6.976 novos diagnósticos positivos (que incluem as infecções do fim de semana), o que elevou a quantidade de casos ativos a 32.131; houve quatro mortes confirmadas.

A taxa de reprodução do vírus está em ascensão, chegando a 2,24. Um grupo de pesquisadores de universidades federais divulgou uma nota técnica na semana passada com previsão de pico de contágios nas próximas duas semanas, quando as mortes podem subir até 15 vezes.

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