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Ômicron preocupa onde há baixa cobertura vacinal, diz Queiroga

Ministro reforçou que testes serão distribuídos a estados e municípios e poderão ser feitos em locais 'de grande aglomeração'

Brasília|Isabella Macedo, do R7, e Bia Gurgel, da Record TV

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga Edilson Rodrigues/Agência Senado 06.05.2021

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou na tarde deste sábado (8) que a principal preocupação em relação à variante Ômicron da Covid-19 é a cobertura vacinal em alguns pontos do país. Queiroga anunciou mais cedo que o Ministério da Saúde vai distribuir a estados e municípios 28,2 milhões de testes rápidos de antígeno para detecção da doença.

"O que nos preocupa hoje em relação à variante Ômicron é justamente porque existem regiões no país onde a cobertura vacinal ainda é baixa", reforçou Queiroga na porta do Ministério da Saúde, onde participou de reuniões neste sábado. Segundo ele, os testes poderão ser feitos em locais "de grande aglomeração", como rodoviárias, shoppings e aeroportos.

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"Os municípios podem adotar esse tipo de estratégia para aumentar a capacidade dos diagnósticos. Agora, é fundamental que esses diagnósticos sejam revertidos para a plataforma do Ministério da Saúde para que possamos acompanhar o aumento dos casos”, completou o ministro.

O Ministério da Saúde ainda enfrenta dificuldades com o apagão de dados causado por ataques de hackers em dezembro. Queiroga, entretanto, disse que a subnotificação de casos sempre existiu. "Subnotificação sempre houve e não tem a ver com ataque de hackers, isso é gigantismo no Sistema Único de Saúde. As dificuldades crônicas que temos dentro do sistema de saúde, estamos diminuindo", garantiu.

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Segundo o ministro, os dados deverão estar disponíveis à população a partir desta semana. “Acredito que no começo desta semana esses dados já estarão todos restituídos e à disposição da sociedade brasileira”, completou.

Quarentena e aeroportos

Queiroga também disse não acreditar que restrições em aeroportos possam impedir a entrada de variantes no país. Medidas restritivas de entrada nos países, inclusive no Brasil, têm sido adotadas desde o início da pandemia, em 2020, para evitar aumento nas contaminações por novas variantes.

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"Não tem como (fechando aeroportos) você impedir que as variantes entrem, porque antes das variantes serem identificadas elas já estão espalhadas pelo mundo todo. O comitê vai analisar, porque quem define a política pública é o Executivo, não é agência nenhuma, a agência cuida da regulação.”

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) passou a recomendar, em dezembro, que portos e aeroportos cobrem dos viajantes o comprovante de vacinação contra a Covid-19. A medida foi tomada em atendimento à decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Queiroga também afirmou que o ministério avalia a redução do tempo de quarentena. Segundo ele, o Rio de Janeiro (RJ) já recomenda uma quarentena de apenas cinco dias para pessoas sem sintomas da Covid-19. "Esse é um ponto que está sendo analisado. Aliás, o município do RJ já recomendou isso, aqueles que durante cinco dias estão assintomáticos e com recomendação médica e teste negativo estão liberados."

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