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Operação da PF, auditoria do TCU e liquidação: entenda a crise do Banco Master

Nova fase de operação que investiga fraudes bilionárias alcançou familiares do dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Nova investigação da Polícia Federal envolve o banco Master.
  • Daniel Vorcaro é um dos alvos da nova operação.
  • A auditoria do TCU está ligada às polêmicas envolvendo a instituição.
  • As investigações levantam preocupações sobre a liquidação do banco.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo advogados de Vorcaro, ele 'tem colaborado integral e continuamente com as autoridades' Divulgação/Banco Master - Arquivo

A nova operação da PF (Polícia Federal) relacionada ao Banco Master, deflagrada nessa quarta-feira (14), levou a investigação do esquema de fraudes na instituição financeira a uma nova fase.

Investigadores cumpriram mandados em endereços ligados ao empresário Daniel Vorcaro, dono do banco, por suspeitarem que ele tenha cometido outros crimes. Segundo informações da PF, durante a operação, houve o sequestro de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.


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A PF considera que o esquema envolveu familiares de Vorcaro e, por isso, prendeu temporariamente seu cunhado, o empresário Fabiano Campos Zettel. Ele foi detido no Aeroporto de Guarulhos enquanto tentava viajar para Dubai.

As ações ocorreram poucos dias após o TCU (Tribunal de Contas da União) confirmar que fará uma auditoria no Banco Central devido à decisão do BC de liquidar o Master. A expectativa é de que o processo de apuração ocorra “o mais rápido possível”, segundo o presidente da Corte, ministro Vital do Rêgo Filho.


O BC havia apresentado um recurso contra a auditoria, mas acabou voltando atrás e retirou o pedido após conversas com o ministro.

Como foi a operação da PF

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a Daniel Vorcaro e aos empresários Nelson Tanure e João Carlos Mansur.


As investigações apontam que o núcleo criminoso é “composto por familiares próximos” a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

A ação policial foi questionada pelo ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal). O magistrado considerou que houve demora na análise do caso, e cobrou justificativa da PF.


Breve histórico

O Banco Master ganhou destaque ao oferecer investimentos com uma taxa de retorno maior do que as aplicadas por outras instituições financeiras.

Devido a tais ofertas, a saúde financeira do banco passou a ser questionada, e a instituição acabou buscando por compradores.

O BRB (Banco Regional de Brasília) chegou a anunciar a compra do Master, mas o processo foi rejeitado por decisão do Banco Central e a aquisição foi pleiteada, em seguida, pelo grupo financeiro Fictor.

Vorcaro foi preso em 17 de novembro do ano passado por suspeita de envolvimento em uma fraude bilionária contra o sistema financeiro do país. No dia 29 do mesmo mês, o banqueiro foi solto, mas obrigado a usar tornozeleira eletrônica.

Liquidação

Em 18 de novembro, o Banco Central decidiu liquidar o Banco Master. Na prática, a medida encerrou as atividades da instituição e definiu um responsável para controlá-la e assumir responsabilidades como o encerramento de operações, a venda de ativos e o pagamento de dívidas. A decisão foi questionada e será avaliada pelo TCU, mas não há possibilidade de que a liquidação seja revertida, segundo o próprio Tribunal.

O que dizem as defesas

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro confirmou ter tomado conhecimento da medida de busca e apreensão ocorrida nessa quarta-feira e afirmou que o empresário tem “colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes”.

“Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência. O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”, disse.

“A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais”, acrescentou.

Por meio de nota, o empresário Nelson Tanure negou ter sociedade com o Banco Master, e disse que ter sido cliente da instituição se dá pelo mesmo motivo de outros bancos. Segundo o comunicado, assinado pela defesa, o empresário acredita que as apurações apontam sua inocência.

A defesa de João Carlos Mansur alegou não ter tido acesso à investigação. Também afirmou que está à disposição para prestar esclarecimentos a autoridades.

O R7 tenta contato com a defesa de Fabiano Campos Zettel, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

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