Logo R7.com
RecordPlus

Operadora da Shell, Raízen pede recuperação extrajudicial para negociar R$ 65 bi em dívidas

Grupo Raízen protocolou processo em São Paulo, com documento de fato relevante enviado à CVM, autarquia do Ministério da Fazenda

Economia|Do R7, com Estadão Conteúdo

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Raízen, operadora da Shell, pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 65,1 bilhões em dívidas.
  • O pedido foi protocolado em São Paulo e tem apoio de credores que representam mais de 47% das dívidas financeiras.
  • A empresa possui 90 dias para obter o percentual mínimo necessário para a homologação do plano de recuperação.
  • A recuperação abrangerá apenas questões financeiras e não afetará operações normais com clientes e fornecedores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Empresa atua na produção de etanol e açúcar, bem como na distribuição de combustíveis pela Shell Raízen/Reprodução - Arquivo

A Raízen, gigante do ramo de distribuição de combustíveis, confirmou nesta quarta-feira (11) que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial na comarca da cidade de São Paulo, para renegociar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas.

Em fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a empresa operadora dos postos da Shell informou que o processo foi consensualmente estruturado com os principais credores. O objetivo da comunicação a eles foi de assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para negociação de dívidas sem garantia real e de créditos de transações financeiras.


LEIA MAIS

A companhia atua na produção de etanol e açúcar, bem como na distribuição de combustíveis, produtos e serviços por meio da marca Shell, licenciada pela empresa no Brasil, na Argentina e no Paraguai.

O plano conta com adesão expressa dos credores titulares de mais de 47% das dívidas financeiras — percentual suficiente para início do processo de recuperação extrajudicial — e eles demonstraram “apoio relevante aos esforços” para ajuste das obrigações financeiras da Raízen, segundo a companhia.


Agora, a Raízen tem 90 dias, a contar do processamento da recuperação, para obter o percentual mínimo necessário à homologação do plano e garantir, assim, a vinculação de 100% dos créditos em aberto a novos termos e às condições de pagamento a serem definidas.

“O plano poderá envolver a capitalização do Grupo Raízen pelos acionistas; a conversão de parte dos créditos sujeitos em participação acionária na companhia; a substituição de parte deles por novas dívidas; reorganizações societárias, para segregação de parcela dos negócios; e venda de ativos”, elencou a empresa.


Atividades continuam em andamento

A Raízen acrescentou que a recuperação extrajudicial tem escopo limitado, estritamente financeiro e não abrangerá dívidas ou obrigações do grupo com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, essenciais para a operação e continuidade das atividades da empresa.

As operações permanecem vigentes e continuarão a ser cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos, “no atendimento a clientes, na relação com fornecedores e na execução dos planos de negócios”, segundo ressaltou o grupo.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.