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‘Otimismo cauteloso’: Brasil reconhece divergências entre países nas negociações da COP30

Agenda da conferência tem 145 itens, que precisam ser discutidos e acordados entre os quase 200 participantes

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, enviada especial a Belém

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Brasil mantém 'otimismo cauteloso' nas negociações da COP30 em Belém.
  • Agenda da conferência contém 145 itens a serem discutidos por quase 200 países.
  • Resistência a temas propostos, como financiamento de países ricos a países em desenvolvimento.
  • Expectativa de avanços nas discussões e retorno para apresentar resultados positivos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Secretária-executiva, Ana Toni, e presidente da COP30, André Corrêa do Lago, conversaram com a imprensa Rafa Neddermeyer/COP30 Brasil Amazônia/PR - 12.11.2025

Os negociadores do Brasil à frente da COP30 destacaram nesta quarta-feira (12) o “otimismo cauteloso” mantido pelo país durante as negociações. A conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) que discute as mudanças climáticas começou na segunda (10), em Belém, e se estende até 21 de novembro.

Há na agenda 145 itens que precisam ser discutidos e acordados entre os 194 países — mais a União Europeia — que fazem parte do evento. Alguns temas vieram de COPs anteriores e precisam, obrigatoriamente, ser debatidos.


Outros assuntos foram propostos pela presidência brasileira e enfrentam resistência entre as demais nações. Entre esses itens, está o financiamento de países ricos àqueles em desenvolvimento (leia mais abaixo).

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As conversas entre as partes têm sido intensas, e o governo brasileiro reconhece que há divergências, embora cite “diálogo que não se via há muito tempo”.


“É um processo muito complexo no qual temos visões muito distantes. O que estamos vendo é um movimento de aproximação, combinando uma posição com a outra”, destacou o diretor de Estratégia e Alinhamento da COP30, Túlio Andrade, em coletiva de imprensa.

O negociador afirmou que é preciso “naturalmente, de mais tempo”. “É um otimismo cauteloso, mas a boa notícia é sobre a mudança de dinâmica que temos tido, especialmente devido a dificuldades geopolíticas. O que estamos vendo agora é um diálogo saudável, que não víamos há muito, muito tempo”, acrescentou.


Está prevista outra declaração à imprensa, ao fim do dia. A expectativa é apresentar avanços nas discussões. “Espero que possamos mostrar que as consultas têm sido extremamente construtivas e interessantes. E voltaremos [para apresentar]”, afirmou o presidente da COP30, André Corrêa do Lago.

Para ele, os diálogos demonstram como “o multilateralismo funciona” — na linha do que defende o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Outros impasses

Além do financiamento de países ricos a nações em desenvolvimento, os temas ainda sem consenso incluem as chamadas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas, na sigla em inglês); relatórios de transparência e medidas unilaterais de comércio.

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