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Do deslumbre com o novo ao caos do ineficiente: Belém vivencia os dois lados da COP30

Moradores da capital do Pará e trabalhadores do evento reclamam dos preços de alimentos, mas destacam contato com outras culturas

Cidades|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A COP30 traz à Belém uma mistura de novas experiências e desafios para a população local.
  • Moradores relatam aumento nos preços de alimentos e dificuldade de locomoção devido ao trânsito intenso.
  • A presença de estrangeiros enriquece culturalmente, mas causa desafios no dia a dia dos residentes.
  • Funcionários do evento enfrentam altos preços para alimentação e têm permissão temporária para trazer comida de casa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

COP30 tem programação até 21 de novembro Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com o início da COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) nesta semana, a população de Belém tem vivido experiências novas na capital paraense.

Em meio ao deslumbre de um evento da proporção da conferência internacional, a população se divide entre os custos e os benefícios de abrigar um evento desse porte, com relatos de aumento de preços de produtos e serviços, além de dificuldades de locomoção nas ruas da cidade.

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“O cenário da cidade mudou completamente. Milhares de policiais armados, aviões pousando constantemente e helicópteros voando bem baixo. A gente sai para o mercado para comprar uma fruta, e encontramos com pessoas falando em diversos idiomas, usando roupas muito diferentes. É um contato direto com outras culturas”, conta a aposentada Maria Luiza Rodrigues, 71 anos, que morou quase a vida inteira no Pará.

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Preço da COP

Embora a COP30 traga valorização, visibilidade e inclusão para o povo nortista, a chegada do evento evidencia problemas comuns a grandes eventos internacionais com intensa movimentação de pessoas.

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“Tem gente que não está conseguindo sair para trabalhar por causa do trânsito. Além disso, os ônibus estão escassos, diminuiu consideravelmente a frota e, com isso, o preço de carros de aplicativo aumentou demais”, conta a diarista Luana Gonçalves, 44.

Ela relata, também, um aumento generalizado dos preços de produtos nos mercados. “Está tudo mais caro. Coisas que custavam R$ 6, passaram para R$ 10, e o que era R$10 passou para R$ 15. Carne e café, principalmente, são produtos que notei mais superfaturados”, detalha Luana.

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Se fora do Parque da Cidade os preços estão salgados, na Blue Zone, palco onde ocorrem as negociações oficiais da cúpula, nem se fala. Para quem trabalha na COP30, o horário de almoço é complicado.

“Tenho que andar até sair de dentro do parque para comprar algo para comer. Não é impossível achar coisas mais baratas, mas está mais difícil, sim”, afirma um dos membros do staff, um estudante de 27 anos que não quis se identificar.

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Outra funcionária que está na Blue Zone diz que as opções de almoço mais baratas são em torno de R$ 50. “O jeito tem sido trazer comida de casa, porque, se formos usar o salário para comer todos os dias, não sobra nada.”

Segundo ela, os empregados tiveram permissão para levar suas marmitas porque a empresa que realizou a contratação “lutou por isso”, porém, não é certeza que isso continuará sendo permitido até o final da Conferência.

“Comentaram que não vão mais deixar trazer comida de fora, mas não temos como saber. A comunicação está péssima”, desabafa a estudante.

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