Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Pacheco diz que reforma tributária é 'mudança qualitativa' e que não havia mais como adiá-la

Texto retorna para a Câmara dos Deputados; placar no Senado foi de 53 votos favoráveis e 24 contrários

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

  • Google News
Pacheco comemorou a aprovação do texto nesta quarta (8)
Pacheco comemorou a aprovação do texto nesta quarta (8)

Depois da aprovação da reforma tributária em dois turnos no Senado, na noite desta quarta-feira (8), o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), comemorou o resultado e classificou as alterações no sistema como mudanças "qualitativas". O texto agora retorna à Câmara dos Deputados para a avaliação das modificações feitas pelos senadores. A intenção do governo é que a reforma, que tramita na forma de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), seja promulgada até o fim deste ano.

Para o presidente do Senado, o atual sistema "prejudicou o crescimento econômico, agravou a insegurança jurídica e resultou em excessivas judicializações". "Esse cenário levou o Brasil a ficar para trás. A reforma se impôs, não havia mais como adiá-la. Não se trata apenas de redução na quantidade, mas de uma mudança qualitativa dos tributos brasileiros", afirmou. Ao fim da votação, Pacheco aplaudiu a aprovação e cumprimentou o relator, Eduardo Braga (MDB-AM), que declarou: "Missão cumprida".


• Clique aqui e receba as notícias do R7 no seu WhatsApp

• Compartilhe esta notícia pelo WhatsApp


• Compartilhe esta notícia pelo Telegram

• Assine a newsletter R7 em Ponto


Além de Braga, Pacheco agradeceu nominalmente ao presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), ao relator da reforma na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). 

O presidente do Senado avaliou ainda que a mudança da tributação parecia impossível e que a transição de um sistema para outro, com arrecadação equilibrada, não era vislumbrada. "Teremos uma tributação mais justa e equitativa, que vai reduzir a complexidade burocrática. A reforma representa a iniciativa crucial para simplificar o emaranhado tributário brasileiro. O futuro do Brasil está aqui, diante de nós. Estamos abrindo as portas para que possa entrar", afirmou Pacheco. 


Em segundo turno, a PEC recebeu 53 votos favoráveis e 24 contrários, mesmo placar da primeira análise, ocorrida minutos antes. A reforma simplifica a tributação brasileira ao transformar cinco impostos em três, além de prever uma trava para a carga tributária e um regime diferenciado para profissionais liberais, como advogados, engenheiros, contadores e médicos.

A reforma prevê ainda uma verba de R$ 60 bilhões para o Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR), que será instituído para compensar estados e municípios por perdas na arrecadação.

Depois do primeiro turno, os senadores destacaram três emendas, que foram analisadas em separado. Por acordo, o plenário aceitou um trecho — de autoria do líder do Republicanos, Mecias de Jesus (RR) — que institui um fundo de sustentabilidade e diversificação econômica para os estados da Amazônia Ocidental e o Amapá, a ser criado por uma lei complementar. Outros dois destaques foram rejeitados.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.