Parlamentares protocolam requerimento para CPMI do Banco Master com 278 assinaturas
Ao todo, 42 senadores e 236 deputados assinaram documento para iniciar investigações no Congresso
Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

O requerimento para instalação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Banco Master recebeu 278 assinaturas e será protocolado nesta terça-feira (3).
Ao todo, 42 senadores e 236 deputados apoiam a instalação da comissão para investigar denúncias e possíveis irregularidades sobre o escândalo que envolve a instituição financeira.
O autor da iniciativa, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), disse que após recolhidas as assinaturas, a instalação da CPMI deve ser automática.
“Ao regimento interno do Congresso diz que elas serão criadas em sessão conjunta sendo automática a sua instituição sendo requerida por um terço dos membros da Câmara e um terço dos membros do Senado”, explicou o deputado em entrevista coletiva nesta terça.
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O parlamentar acredita que a leitura do requerimento seja após o Carnaval e ainda não há discussão sobre com quem fica a presidência e relatoria da comissão.
“Minha preocupação agora é que haja a leitura do requerimento na próxima sessão do Congresso pelo presidente Davi Alcolumbre, porque eu sei que haverá muita resistência”, afirmou.
Segundo o deputado, o protocolo do requerimento representa um passo decisivo para que as investigações tenham início formalmente no Congresso.
Mais cedo, governistas também afirmaram que estavam tentando assinaturas para criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Banco Master. No entanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a instalação não deve ocorrer a curto prazo.
Segundo ele, outros pedidos de investigação protocolados anteriormente terão prioridade.
O que aconteceu
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro do ano passado, por “grave crise de liquidez” e “graves violações” às normas do SFN (Sistema Financeiro Nacional).
Até agora, as investigações conduzidas pela Polícia Federal e por órgãos de controle como o Banco Central e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) apontam para um esquema de fraudes financeiras bilionárias liderado pelo dono do banco, Daniel Vorcaro.
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