Brasília Partido de Bolsonaro quer criar observatório de oposição a Lula

Partido de Bolsonaro quer criar observatório de oposição a Lula

De acordo com fontes, a estrutura, que vai funcionar como um órgão dentro da legenda, ainda não tem coordenação 

  • Brasília | Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante palestra nos Estados Unidos

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante palestra nos Estados Unidos

Joe Skipper/Reuters – 31.01.2023

O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, pretende criar em março deste ano o Observatório da Oposição. A ideia é usar a estrutura interna do partido para fiscalizar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com fontes ouvidas pelo R7, a estrutura, que vai funcionar como um órgão dentro da legenda, ainda não tem coordenação. A sigla busca nomes para chefiar o observatório, que também vai fornecer informações aos parlamentares de partidos aliados ao PL.

O lançamento do observatório coincide com o eventual retorno de Bolsonaro ao Brasil. O ex-presidente, que está fora do país desde o fim de 2022, quando viajou para os Estados Unidos um dia antes de terminar o mandato, afirmou nesta terça-feira (14) ao Wall Street Journal que deve voltar ao país em março.

Nos EUA, a família ficou hospedada em uma casa de férias que pertence ao ex-lutador de MMA José Aldo. Durante a estadia em Orlando, Bolsonaro foi internado em um hospital após ter se queixado de "fortes dores abdominais". O transporte ocorreu em um veículo à disposição da família e foi acompanhado por assessores que estão alocados para auxiliar o ex-presidente. Na unidade de saúde, ele passou por exames e depois recebeu alta médica.

Em entrevista ao jornal norte-americano, o ex-presidente afirmou ainda que o movimento de direita no Brasil está vivo e precisa continuar. De acordo com Bolsonaro, ele é o único político capaz de assumir o posto de líder nacional da direita e fazer frente a Lula.

Ao veículo, o ex-presidente destacou que a derrota nas urnas em 2022 faz parte do processo eleitoral e disse não ser possível afirmar que houve fraude, mas argumentou que as eleições do ano passado foram enviesadas.

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