Passar por sabatina é passar por escolha da nação brasileira, diz Aras
Procurador-Geral precisa de aval da Comissão de Constituição e Justiça e do plenário do Senado para ser reconduzido ao cargo
Brasília|Renato Souza, do R7, em Brasília

Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro mesmo estando fora da lista tríplice realizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República, Augusto Aras iniciou seu discurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado dizendo que passar pela sabatina significa passar pela escolha da Nação brasileira. Nesta terça-feira (24), ele precisa do aval do colegiado e do apoio de maioria simples do plenário para ser reconduzido a mais dois anos à frente da PGR.
Aras disse que pretende "aprimorar mecanismos de enfrentamento da macrocriminalidade" e que agora "presta contas dos resultados alcançados". Ele afirmou ter cumprido todos os objetivos apresentados na primeira sabatina. "O Ministério Público brasileiro tem como premissa ampar-se na Constituição e nas leis que contribuem para o caminho seguro, especialmente em momentos difíceis", dissse.
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O procurador-geral da República destacou que o país passa por um momento de intensa polaridade política. "Mesmo em meio às turbulências advindas da pandemia, tenho satisfação em olhar para trás", afirmou.
Ele é acusado por parlamentares, entidades de classe e juristas de se omitir diante das ações do presidente Jair Bolsonaro que dificultam o combate à pandemia da Covid-19. Essas críticas representam um entrave para a avaliação positiva dos senadores, mas a tendência é de que ele seja reconduzido ao cargo, conforme antecipou a colunista Christina Lemos em seu blog.
De acorco com ela, o principal trunfo de Aras é ser identificado pelos senadores como aquele que foi capaz de contestar os métodos de investigação dos procuradores da Lava Jato, os quais são acusados de “criminalizar a política” e de corromper o sistema judiciário, utilizando-se da instrumentalização política do Ministério Público.
















