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PF alerta para polarização e pede R$ 198 milhões para reforçar segurança de presidenciáveis

Plano prevê veículos blindados, sistemas antidrones e aumento do efetivo para proteger candidatos à Presidência

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal solicita R$ 198 milhões ao Ministério da Justiça para reforçar a segurança dos candidatos à Presidência.
  • O aumento da polarização política e a intensa mobilidade nas campanhas exigem um aparato de proteção mais robusto.
  • O plano inclui investimentos em veículos blindados, sistemas antidrones e equipamentos para garantir a segurança dos candidatos.
  • A PF enfrenta restrições orçamentárias e a necessidade de mitigar riscos associados a novas tecnologias e ameaças eletrônicas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brasília (DF), 28/08/2025 - O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante entrevista coletiva para detalhar duas operações da Polícia Federal para combater a atuação do crime organizado no setor de combustíveis. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues pediu ampliação do orçamento da corporação José Cruz/Agência Brasil - 28.8.2025

A Polícia Federal solicitou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública a ampliação de seu orçamento em aproximadamente R$ 198 milhões para viabilizar a segurança dos candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano.

Segundo apurou o R7, no pedido feito ao ministro Wellington Lima e Silva, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, alertou para um cenário político marcado por forte polarização interna, instabilidades no contexto internacional e restrições orçamentárias que limitam a atuação do órgão.


A corporação avalia que o ambiente político atual exige um aparato de proteção mais robusto do que o adotado em pleitos anteriores. Segundo a PF, a integridade física dos presidenciáveis precisa ser reforçada devido à elevada polarização política e a questionamentos sobre a legitimidade das instituições.

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De acordo com fontes que participam das discussões, Rodrigues afirmou a Lima e Silva que, sem proteção adequada, os candidatos podem ter sua capacidade de circulação pelo país e de divulgação de propostas seriamente comprometida, o que configuraria uma ameaça à democracia brasileira.


Além do ambiente político, a PF aponta mudanças no próprio formato das campanhas como fator de pressão sobre os custos. O aumento do fundo eleitoral, segundo a análise do órgão, tende a ampliar a mobilidade dos candidatos, com agendas mais intensas e deslocamentos frequentes por diferentes regiões do país. Esse cenário demanda maior presença policial, planejamento antecipado e logística ampliada, elevando despesas com pessoal, transporte e equipamentos.

A Polícia Federal destaca a necessidade de mitigar riscos associados a novas tecnologias, como o uso de drones para ações hostis, além de ameaças eletrônicas e explosivas. Para isso, o plano prevê investimentos específicos em sistemas antidrones, equipamentos de varredura eletrônica e materiais antibomba.


Como o dinheiro seria usado

O R7 apurou que, do total solicitado pela PF (pouco mais de R$ 198,1 milhões), a maior parte dos recursos seria destinada à aquisição de veículos. O planejamento prevê a compra de 128 viaturas blindadas do tipo SUV, ao custo estimado de R$ 57,5 milhões, e de 128 veículos descaracterizados, avaliados em cerca de R$ 35 milhões.

Também estão previstos gastos com diárias (R$ 26 milhões) e passagens aéreas (R$ 22 milhões), reflexo do aumento dos deslocamentos durante a campanha.


A PF também usaria o dinheiro para comprar novos equipamentos para neutralização de drones, além de kits de varredura eletrônica e equipamentos antibomba.

O orçamento contempla ainda a compra de coletes à prova de balas, rádios com kits específicos para autoridades, além de itens de vestuário e acessórios operacionais. Também há previsão de estruturação de salas reservadas em aeroportos, visando garantir segurança e discrição no trânsito dos candidatos.

A Polícia Federal sustenta que não dispõe atualmente de recursos para absorver esses custos, alegando que o orçamento ordinário da corporação para 2026 sofreu uma redução de aproximadamente R$ 100 milhões em relação a 2025.

Pedido encaminhado à ministra Simone Tebet

O ministro Wellington Lima e Silva encaminhou o pedido da PF à ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, solicitando prioridade e urgência para a demanda.

Conforme apurou o R7, o ministro também frisou que a combinação entre polarização política elevada, maior mobilidade das campanhas e restrições orçamentárias cria um cenário de risco institucional e operacional.

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