Brasília PF inicia treinamento de agentes e reforçará segurança de candidatos à Presidência

PF inicia treinamento de agentes e reforçará segurança de candidatos à Presidência

Corporação está preocupada com as tensões políticas e polarização entre os eleitores 

  • Brasília | Renato Souza, do R7, em Brasília

Viatura da Polícia Federal

Viatura da Polícia Federal

PF/Divulgação

A Polícia Federal iniciou o treinamento de agentes que vão atuar na proteção de candidatos à Presidência nas eleições deste ano. Além disso, preocupada com a segurança dos concorrentes ao cargo máximo do Executivo, a corporação mudou protocolos e está reforçando as equipes destacadas para percorrer o país com os políticos em campanha, de acordo com informações obtidas pelo R7 junto a fontes na PF.

Pelo menos 300 policiais serão destacados para atuar na proteção dos candidatos. A preocupação maior é com o atual presidente, Jair Bolsonaro, atacado com uma facada em 2018, e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve uma comitiva atacada a tiros no Paraná, na pré-campanha do mesmo ano.

Uma resolução com os termos e orientações de segurança foi elaborada. A instrução normativa, na qual a reportagem teve acesso, destaca que a segurança deve ser solicitada pelos próprios candidatos, após registro da candidatura e que ao requerer as equipes, deve ser apresentado "relato circunstanciado de eventuais situações críticas ou relacionadas à campanha eleitoral que ensejam um maior risco ao candidato, e que o protegido deverá assumir o "compromisso de apresentação de agenda prévia do candidato com antecedência mínima de quarenta e oito horas da ocorrência do evento contendo os detalhes conhecidos".

A corporação pode recomendar que o evento seja suspenso ou adiado. Caso o candidato não atenda, ele se responsabilizará pela própria segurança e por eventuais riscos. Quem não quiser a proteção, deverá apresentar "termo de dispensa".

Internamente, os responsáveis pela proteção dos concorrentes ao cargo de presidente avaliam que essa deve ser a eleição mais arriscada da história, em razão da polaridade criada em torno de dois candidatos, que atendem ideologias e públicos completamente diferentes.  

Relatórios internos apontam o risco de ataques contra os envolvidos na campanha. A segurança será oferecida a todos que lançarem candidatura, mas alguns dos postulantes ao cargo devem ter equipes maiores à sua disposição. Uma escala de 1 a 5 vai avaliar os riscos e nortear as medidas de proteção. 

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