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PF mira ex-secretário de TI do STJ por supostos vazamentos a advogado amigo de Flávio Bolsonaro

Operação autorizada por Moraes cumpre mandados após relatórios apontarem antecipação de conteúdos de processos a Willer Tomaz

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Polícia Federal realiza buscas contra Humberto Fontoura Pradera, ex-secretário de TI do STJ, por suspeita de vazamento de informações para o advogado Willer Tomaz.
  • A ação é a primeira autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF, relacionada ao advogado amigo de Flávio Bolsonaro, que está sob investigação por lavagem de dinheiro.
  • Relatórios indicam que Pradera antecipou informações de processos do STJ para Willer, incluindo detalhes de votos e decisões ainda não assinadas por ministros.
  • Fotografias de documentos judiciais foram compartilhadas por Pradera, gerando preocupações sobre o vazamento de informações confidenciais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Embora investigado por suspeita de lavagem de dinheiro com Willer, Flávio não é alvo da operação Reprodução/Redes sociais - Arquivo

A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (19) contra o ex-secretário de tecnologia do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Humberto Fontoura Pradera, que foi exonerado na semana passada.

A ação baseia-se em suspeita de vazamento de informações antecipadas de processos da Corte ao advogado Willer Tomaz. Eles ainda não se manifestaram.

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Trata-se da primeira ação autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para aprofundar as investigações relacionadas ao advogado, amigo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Flávio se tornou alvo de nova investigação enviada pela PF ao Supremo no último dia 8 por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Willer, e o caso foi distribuído a Moraes.

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Troca de mensagens

A ação desta segunda não inclui o cumprimento de mandados relacionados a Flávio, mas se baseia no mesmo relatório. No documento que apontou vínculos entre Willer e o senador, a PF também descreveu diálogos do advogado com o ex-secretário de Tecnologia do STJ e apontou que ele antecipava o teor de votos e decisões para Willer.

Em um dos diálogos mencionados, por exemplo, a PF afirma: “HUMBERTO PRADERA encaminhou a WILLER TOMAZ uma fotografia da tela de um computador, na qual aparece aberto um documento jurídico de 17 páginas, cujo dispositivo concluía pelo não conhecimento dos recursos especiais. A fotografia aparenta ter sido produzida em ambiente funcional, considerando o contexto do documento exibido e a presença de carimbo sobre a mesa”.

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Em seguida, a PF descreve que Pradera explicou a Willer o teor da decisão a ser tomada, que ainda não tinha assinatura de um ministro.

“Na sequência, ao ser questionado por WILLER sobre ‘qual o número deles?’, HUMBERTO respondeu que ‘essa tá no REsp 2122969’ e comentou que a tutela teria perdido efeito em razão do julgamento. O episódio registra o compartilhamento de conteúdo processual, acompanhado de explicações sobre seus possíveis efeitos”, diz o relatório policial.

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