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PF pede ao STF que Dias Toffoli seja declarado suspeito em processos envolvendo o Master

Ministro diz que Polícia Federal não tem legitimidade para fazer o pedido, que segundo ele ‘trata de ilações’

Brasília|Gabriela Coelho e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal pediu ao STF que o ministro Dias Toffoli seja declarado suspeito em processos do Banco Master.
  • Esse pedido foi baseado em análises do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, que continha informações sobre Toffoli.
  • O presidente do STF, Edson Fachin, pediu que Toffoli se manifeste sobre as novas informações apresentadas.
  • Toffoli contestou a legitimidade do pedido da PF, argumentando que a instituição não é parte no processo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2026. Ministro Dias Toffoli.
Toffoli disse que PF não tem legitimidade para fazer o pedido Rosinei Coutinho/STF - 2.2.2026

A Polícia Federal solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o ministro Dias Toffoli seja declarado suspeito para atuar em processos relacionados ao Banco Master. O pedido foi encaminhado à corte após a análise do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.

Por meio do seu gabinete, Toffoli disse na noite desta quarta-feira (11) que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal “trata de ilações”. O ministro também afirmou que a PF não tem competência para fazer o pedido.


“Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte.”

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De acordo com fontes envolvidas na apuração, o material extraído do celular de Vorcaro reúne mensagens, áudios, fotografias e registros de aplicativos, incluindo diálogos com autoridades que ocupam cargos relevantes. Entre os arquivos identificados, haveria documentos com menções a Toffoli e a outros ministros do STF.


Os novos achados foram entregues pela Polícia Federal ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, na segunda-feira (9). Após receber o material e o pedido da corporação, Fachin determinou que Toffoli se manifeste sobre o teor das informações apresentadas.

Caberá ao STF analisar os argumentos apresentados pela PF e a manifestação do ministro antes de qualquer deliberação.

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