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Brasília PGR pede ao STF instauração de inquérito sobre Milton Ribeiro

PGR pede ao STF instauração de inquérito sobre Milton Ribeiro

Procuradoria quer saber se pastores atuaram de forma ilícita no Ministério da Educação

  • Brasília | Renato Souza, do R7, em Brasília

Ministro da Educação será alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal

Ministro da Educação será alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal

Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 22.11.2021

A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a instauração de inquérito para apurar a atuação de dois pastores no Ministério da Educação.

Um dos alvos é o titular da pasta, ministro Milton Ribeiro, que, em áudio, afirmou que os religiosos tiveram prioridade na liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). 

A solicitação foi enviada ao Supremo pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. Ele quer saber se pessoas sem cargo público tinham influência nas ações do ministério.

Aras alega, no requerimento, que em momento algum Milton Ribeiro "negou ou apontou falsidade no conteúdo da notícia veiculada pela imprensa, admitindo, inclusive, a realização de encontros com os pastores nela mencionados”.

O pedido foi enviado no começo da noite desta quarta-feira (23), como adiantou o R7. A solicitação recebeu o número de inquérito 4896 e foi enviada para sorteio do ministro relator pelo sistema do Supremo, e a ministra Cármen Lúcia foi escolhida pelo critério de prevenção. A PGR solicitou, entre as diligências iniciais, que os envolvidos sejam ouvidos pela Polícia Federal. 

A peça protocolada no STF destaca que, em reportagens publicadas pela imprensa, prefeitos de cinco municípios confirmaram a intercessão de pastores na pasta, e que "um deles, inclusive, teria relatado ter recebido de um dos pastores a informação de que deveria pagar '1 quilo de ouro' após o atendimento dos pedidos, além de uma soma em dinheiro para que a demanda do município fosse protocolada junto ao ministério".

Colaborou Clébio Cavagnolle

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