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Governo vê oportunidade de soberania digital ao trazer data centers para o Brasil

Câmara aprovou na última semana requerimento de urgência que permite projeto ser avaliado em Plenário sem passar por comissões

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O PL do Redata visa aumentar a soberania digital do Brasil ao facilitar a construção de data centers nacionais.
  • A Câmara dos Deputados aprovou um requerimento de urgência para que o projeto seja avaliado diretamente em Plenário.
  • Autoridades do GSI destacam a importância de alinhar segurança digital com o avanço tecnológico no país.
  • Um grupo de trabalho do governo busca padronizar a contratação de serviços de nuvem para a administração pública.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após MP do Redata caducar, governo criou PL que o substitui e pediu urgência em votação Kayo Magalhaes/Câmara dos deputados - arquivo

A avaliação do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) sobre o PL do Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter) é que o projeto pode facilitar ao Brasil atingir um patamar mais alto de soberania digital. A defesa é feita pelo secretário de Segurança da Informação e Cibernética do Gabinete, André Molina.

“A gente apoia 100% essa construção de data centers porque ela facilita demais o alcance de um nível mais alto, um patamar melhor de soberania, porque favorece a construção de data centers em território nacional que vão incentivar a criação de novas tecnologias brasileiras, com inteligência artificial sendo processada aqui”, disse o titular em entrevista exclusiva ao R7 Planalto.


Semana passada, foi aprovado um requerimento de urgência que permite ao projeto ser avaliado em Plenário sem passar por comissões na Câmara.

Para Molina, aprovar o PL seria um grande passo que poderia convergir também com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. “Esse é um bom plano que tem várias iniciativas e quando você facilita esse desenvolvimento da inteligência artificial, pode trazer soluções que ficam em território nacional”, pontua.


Para o GSI, o aumento da segurança digital brasileira é um processo fundamental.

“O risco cibernético é um risco real. O Brasil tem uma economia digitalizada e essa economia não vai parar. E não queremos que ela pare, queremos que ela progrida cada vez mais. E a inteligência artificial está aí para isso. Ela vai acelerar cada vez mais a digitalização da economia, e isso, em termos de tecnologias modernas, não pode avançar de forma desequilibrada com a segurança”, diz o diretor do Departamento de Segurança Cibernética do GSI, Luiz Fernando Moraes.


O diretor alerta que segurança e desenvolvimento precisam andar juntos. “Senão, o risco é de que serviços essenciais sofram interrupções ou percam a credibilidade”, pontua.

Molina destaca que o caminho é continuar avançando na tecnologia. “Se você olhar, 10 anos atrás, tínhamos filas imensas para prestação de serviços públicos básicos. Os idosos tinham que fazer prova de vida presencialmente, e hoje tiramos uma carga burocrática enorme com a tecnologia”, pondera. Segundo o secretário, cerca de 4.000 serviços do governo federal são ofertados em meio digital.


A diretora do Departamento de Segurança da Informação, Danielle Ayres, acrescenta ainda que um grupo de trabalho do governo federal trabalha para criar padrões de contratação de serviços de nuvem junto com a Casa Civil, valendo para todos os órgãos da Administração Pública.

“Estamos tentando criar uma padronização, ou seja, uma convergência, nos critérios de segurança e de boa contratação, da tecnologia para a administração pública federal. São várias ações que de fato vão convergir e aumentar não só nossa capacidade tecnológica, como também de segurança e automaticamente de soberania”, conta.

A expectativa é que essas várias ações paralelas atuem em conjunto para fortalecer a segurança digital do Brasil.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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