Postos do DF e MG não repassaram redução de R$ 0,17 no preço da gasolina, diz governo
Ministro de Minas e Energia cobrou mais rigor dos órgãos de fiscalização
Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

Um estudo do Ministério de Minas e Energia identificou que a redução de R$ 0,17 no preço do litro da gasolina recentemente promovida pela Petrobras não foi repassada aos consumidores de Minas Gerais e do Distrito Federal.
O ofício encaminhado nesta terça-feira (8) demonstra que a redução não foi repassada e ainda foram registrados preços mais altos nessas regiões.
O documento ainda destaca que os argumentos usados pelos representantes do setor, como a alta no preço do etanol anidro e a manutenção no duto da refinaria de Paulínia (SP), neste fim de semana, não justificam os aumentos observados nas bombas.
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Para a manutenção, que já estava programada, houve formação de estoque prévio.
Na semana passada, os preços da gasolina dispararam no Distrito Federal, com postos comercializando o litro por R$ 6,89 — um aumento de R$ 0,50 de quarta (2) para quinta-feira (3).
Nesta terça (8), já foi possível observar uma redução, e motoristas encontram o litro vendido por R$ 6,44 no DF.
Fiscalização
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, voltou a cobrar ação rigorosa dos órgãos de fiscalização.
“Esperamos que os órgãos competentes apurem os fatos e atuem com firmeza para garantir um mercado de combustíveis mais justo, transparente e equilibrado. Temos trabalhado para garantir uma redução real para os consumidores, e é inaceitável que essas práticas continuem a ocorrer”, afirmou Silveira.
O ministério afirmou nesta terça que acionou a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça), o Procon-MG e o Procon-DF para que adotem as providências cabíveis.
Na última quinta (3), a AGU (Advocacia-Geral da União) encaminhou um pedido de investigação de possível cartel no país após identificar indícios de práticas anticoncorrenciais na cadeia de abastecimento de combustíveis.
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