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Pré-candidata a deputada, mulher de Silveira chama Lira de covarde

Paola Daniel critica a postura do presidente da Câmara ante o julgamento do STF que condenou o marido dela e pede cobrança do Congresso

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília


Paola Daniel com o marido, o deputado Daniel Silveira
Paola Daniel com o marido, o deputado Daniel Silveira

Pré-candidata a deputada federal e esposa do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), Paola Daniel criticou o julgamento do Supremo Tribunal Federal que condenou o parlamentar a oito anos e nove meses de prisão e reclamou do comportamento do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), diante do caso. Segundo ela, "Lira é um covarde".

"Daniel Silveira não é criminoso para ter pena estipulada. Ele não cometeu crime algum e posso garantir que ele não está assustado. Está ainda mais decidido a despertar pessoas para o que poderemos enfrentar. Arthur Lira é um covarde!", escreveu Paola nas redes sociais. "Temos que cobrar da Câmara e do Senado pela omissão, pela covardia, pelo desrespeito à Constituição", acrescentou.

Nesta quinta-feira (21), Lira entrou com um recurso no STF pedindo que o Congresso tenha a palavra final no caso de cassação de parlamentares em julgamentos na Justiça. Segundo o presidente da Câmara, a decisão da Corte de cassar mandatos eletivos viola o princípio da separação dos Poderes.

A mulher do deputado ainda reprovou a atitude do ministro André Mendonça, que votou pela condenação de Silveira. O magistrado foi criticado por aliados do deputado, mas disse ter "convicção" de que fez o correto.

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Ao responder a uma manifestação do ministro nas redes sociais, ela disse que Mendonça "não foi coerente" no julgamento. "Como cristão, concordo que deva defender bons modos, mas todos estamos sujeitos a errar, ministro. Mas o senhor disse que sua Bíblia no Supremo é a Constituição, e condenar um parlamentar sem crime, não foi coerente, só. Lembre, sou, assim como o senhor, jurista e cristã."

O STF condenou Silveira por entender que ele cometeu os crimes de coação no curso do processo e de ameaça de abolição do Estado democrático de Direito. O parlamentar fez diversos ataques ao Supremo e aos ministros, inclusive incitando ações contra a integridade física dos magistrados.

Além de ter sido condenado à prisão, ele teve os direitos políticos suspensos e foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa, pois foi alvo de uma decisão proferida por órgão judicial colegiado. Dessa forma, o parlamentar está inelegível pelos próximos oito anos. A regra já vale para o pleito de outubro, no qual Silveira tentaria a reeleição à Câmara. 

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