Brasília Prefeito de Porto Alegre critica Judiciário por suspender perfis no Twitter

Prefeito de Porto Alegre critica Judiciário por suspender perfis no Twitter

'Não podemos aceitar passivamente esta onda de censura às redes sociais e à liberdade de opinião', diz Sebastião Melo

  • Brasília | Do R7

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB)

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB)

Cesar Lopes/ PMPA - 8.11.2022

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), criticou nesta quarta-feira (9) o recente comportamento do Poder Judiciário por determinar a suspensão de perfis no Twitter de diferentes políticos.

Nas últimas semanas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ordenou que fossem retirados do ar páginas que teriam compartilhado informações falsas sobre o processo eleitoral no pleito deste ano. Alguns dos alvos das decisões foram a deputada federal reeleita Carla Zambelli (PL-SP), o deputado federal eleito Nikolas Ferreira (PL-MG) e Marcos Cintra, candidato a vice da ex-presidenciável Soraya Thronicke (União Brasil).

Melo considerou a postura do Tribunal como uma ditadura. "O MDB tem na defesa da liberdade e da democracia os seus valores fundamentais. E sempre combateu o arbítrio. Hoje, porém, silencia sobre a ditadura do judiciário. Como democratas, não podemos aceitar passivamente esta onda de censura às redes sociais e à liberdade de opinião", disse o prefeito.

De acordo com ele, "há um absoluto desrespeito às manifestações individuais e coletivas". "Sob o pretexto de combate às fake news, redes sociais são canceladas, jornalistas censurados, vozes caladas. A violação desse direito constitucional cresce assustadoramente em nosso país", pontuou.

"O caráter democrático, aliás, é o mesmo que me faz ser contrário a qualquer movimento que busque intervenção militar. Esse não foi e não é o país que o MDB ajudou a construir", completou o prefeito.

Musk prometeu analisar casos

O novo dono do Twitter, Elon Musk, afirmou no domingo (6) que vai examinar supostos casos de censura na rede social contra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL). A afirmação foi feita após o bilionário ter sido marcado em uma publicação que responsabilizava a plataforma por reprimir políticos.

Em uma postagem, o comentarista Paulo Figueiredo Filho acusou a rede social de prática ilegal. "É claro que o Twitter precisa obedecer às decisões do 'tribunal' brasileiro. Mas a empresa foi além, impondo espontaneamente a própria censura, ainda mais rigorosa do que a de nossos tribunais falhos. Seus moderadores estão sendo mais ditatoriais do que nossos próprios tribunais", disse. "Vou dar uma olhada nisso", respondeu Musk.

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