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Presidente da CEB detalha projeto para empresa ser concessionária de iluminação pública

Texto foi aprovado pela Câmara Legislativa do DF nesta terça-feira e vai à sanção do governador Ibaneis Rocha

Brasília|Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

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Edison Garcia conversou com o Balanço Geral DF
Edison Garcia conversou com o Balanço Geral DF

O presidente da Companhia Energética de Brasília (CEB), Edson Garcia, conversou com o Balanço Geral DF nesta quarta-feira (21) sobre o projeto de lei que permite que a empresa seja concessionária da iluminação pública da capital. A proposta foi aprovada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nessa terça-feira (20) e vai à sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).

O texto aumenta a autonomia da CEB sobre os investimentos na iluminação pública e facilita o acesso da empresa à Contribuição de Iluminação Pública (CIP), que é cobrada na conta de luz do brasiliense. Com a facilidade de acesso ao dinheiro da CIP, a empresa espera investir com mais agilidade na troca de 100% da iluminação do DF por lâmpadas LED, garantindo uma economia de até 50% no consumo de energia.


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No atual modelo, antes de a CEB ter acesso a parte da verba, a CIP é arrecadada pela Neoenergia Brasília e passa pela Secretaria de Fazenda e pela Secretaria de Obras e Infraestrutura. Segundo Garcia, a proposta permitirá que a empresa possa gerir o parque de iluminação da capital federal com a regulamentação do Governo do DF.

De acordo com Garcia, com a lei sancionada, a CEB poderá "fazer os investimentos necessários para a troca de 100% da iluminação pública do DF". Ele destacou que a companhia já trocou 115 mil lâmpadas de 370 mil de janeiro de 2019 até agora. A primeira etapa atendeu a regiões indicadas por um levantamento da Secretaria de Segurança Pública, no projeto Luz que Protege.


"O governador nos orientou a colocar 100% de iluminação de LED, que é muito melhor, mais eficiente e dá uma sensação de segurança para a população. Essas lâmpadas que faltam, temos que fazer investimentos da ordem de R$ 300 milhões a R$ 350 milhões e fazer de Brasília uma cidade moderna e inteligente. A população, quando vê essa luz amarela, que é de vapor de sódio, não se sente tão segura", destacou.

Garcia explicou que, como empresa concessionária, a CEB poderá fazer os investimentos com recursos próprios e com recursos "que poderá captar no mercado". A meta é concluir o serviço em dois ou três anos.


Caso de sucesso

O presidente da CEB falou da impressão da população de Samambaia, uma das cidades que tem o maior número de lâmpadas de LED instaladas. Segundo ele, os equipamentos iluminam as grandes vias da região administrativa.

Garcia destacou que após a melhora da iluminação nesses endereços, as pessoas passaram a pedir a instalação das novas lâmpadas em áreas residenciais e se queixarem de escuridão mesmo em áreas que já são iluminadas com lâmpadas do modelo mais antigo. "Tem lâmpada queimada? Não, mas a lâmpada amarela é mais escura."

"Quando você olha para a lâmpada LED que é muito mais clara, e muda do ambiente do LED para o de lâmpada de vapor de sódio, que é amarelada e mais escuro, a percepção é que ficou pior. O morador vai achar que mora em um lugar mais escuro, sensação que ele não tinha antigamente", afirmou.

Com essa sensação da população, os pedidos para instalação de luzes de LED em bairros residenciais aumentou. "Se eu pego uma ouvidoria, de 9 mil demandas por mês, 6 mil pedem LED. O restante é de lâmpada queimada, que tem, às vezes, mais de um pedido por poste. Mas as demandas por LED são aleatórias. Nossa meta é dar a essa população a luz de LED, que é uma grande demanda", afirmou.

Distribuição

Garcia também aproveitou o programa para explicar a diferença entre a CEB e a Neoenergia Brasília. A empresa terceirizada recebe a eletricidade enviada pelas usinas, que chega em alta tensão, e reduz a voltagem para distribuir para toda a cidade. "A CEB não tem nada a ver com essa atividade", detalhou.

"A Neoenergia presta os serviços de entregar nas casas a energia que vem da usina. Ela rebaixa [a tensão]. Na rua tem um transformador que coloca na casa uma energia de 220 volts. Você paga o servio para reduzir a energia de alta tensão em baixa tensão. Nós que temos a iluminação pública somos clientes. Para acender o poste, temos que comprar a energia que ilumina o poste", explicou.

De acordo com Garcia, a conta de eletricidade da iluminação pública que a CEB paga é de cerca de R$ 200 milhões. "Quando a gente trocar as lâmpadas por LED, vamos baixar [esse valor] pela metade. É um programa de eficiência energética para reduzir custos na conta de energia e poder reinvestir."

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