Presidente da CPMI do INSS reclama de habeas corpus concedido por Dino a Paulo Camisotti
Senador Carlos Viana disse que direito ao silêncio não pode ser usado para ‘frustrar’ investigação
Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília
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O presidente da CPMI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou, neste domingo (8), a autorização para que Paulo Camisotti fique em silêncio durante depoimento ao colegiado.
Por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, Paulo Camisotti pode optar por não responder às perguntas de deputados e senadores.
Viana avaliou que o direito ao silêncio é uma garantia constitucional, mas que “não pode ser utilizado como instrumento para frustrar, atrasar ou esvaziar investigações, especialmente diante de fatos graves que atingem aposentados, órfãos e viúvas”.
O presidente da CPMI ainda disse que negou um pedido da defesa de Paulo Camisotti para que ele não prestasse depoimento. A participação dele na comissão segue prevista para esta segunda (9).
Filho de Maurício Camisotti
Filho e sócio do empresário Maurício Camisotti, Paulo Camisotti é apontado por investigadores como um dos elos finais dos descontos irregulares em aposentadorias do INSS.
Maurício foi preso em setembro de 2025. Segundo as investigações, ele é considerado um dos principais beneficiários do esquema fraudulento, tendo controlado ao menos três entidades que, desde 2021, faturaram ao menos R$ 1 bilhão com a utilização de descontos não autorizados por beneficiários do INSS.
A CPMI do INSS chegou a aprovar a convocação de Maurício, mas ele não prestou depoimento após ganhar um habeas corpus do ministro do STF André Mendonça, que concedeu ao empresário a prerrogativa de escolher se queria ou não comparecer ao colegiado.
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