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Presidentes da UE e do Mercosul celebram assinatura de acordo que cria zona de livre-comércio

Cerimônia não contou com a presença do presidente Lula; parceria integrará mercado com PIB combinado de US$ 22 trilhões

Brasília|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidentes da UE e do Mercosul assinam acordo de livre-comércio, criando uma das maiores zonas comerciais do mundo.
  • Parceria integrará mercado com PIB combinado de US$ 22 trilhões e reduzirá tarifas de produtos como medicamentos e veículos.
  • A implementação dos benefícios será gradual, com prazo de 8 a 12 anos para conclusão.
  • O acordo ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos dos países do Mercosul.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Evento não contou com a presença do presidente Lula Marcos Oliveira/Agência Senado

Os presidentes da União Europeia e do Mercosul celebraram neste sábado (17) a assinatura do acordo de livre-comércio entre os dois blocos, que cria uma das maiores zonas comerciais do mundo e prevê a redução gradual de tarifas para produtos como medicamentos, máquinas, veículos e fertilizantes.

Em discurso durante cerimônia no Paraguai, Ursula von der Leyen, presidente da UE, afirmou que o acordo marca “o nascimento de uma nova parceria” entre a Europa e a América do Sul. Segundo ela, a assinatura envia uma mensagem clara ao mundo em um momento de tensões geopolíticas e avanço de políticas protecionistas.


“Estamos criando a maior zona de livre comércio do mundo. Isso reflete uma escolha: comércio justo em vez de protecionismo, cooperação em vez de isolamento, e benefícios concretos para as populações de ambos os lados”, disse.

Von der Leyen destacou três pilares centrais do tratado. O primeiro é o impacto econômico, com a eliminação de tarifas e barreiras comerciais e a abertura de oportunidades em compras públicas. Hoje, a União Europeia já é o segundo maior parceiro comercial do Mercosul e o principal investidor estrangeiro na região.


O segundo ponto é o compromisso ambiental. Segundo a presidente da Comissão Europeia, o acordo conecta comércio e desenvolvimento sustentável e prevê cooperação na transição climática, com ampliação do acesso europeu a matérias-primas estratégicas e apoio a investimentos verdes na América do Sul.

O terceiro pilar, afirmou, é geopolítico. “Criamos uma plataforma para atuar juntos em temas globais, da proteção ambiental à reforma das instituições internacionais. Quando duas regiões como as nossas falam com uma só voz, o mundo escuta”, disse.


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O presidente paraguaio Santiago Peña, que atualmente comanda o Mercosul, abriu o evento, agradeceu aos países envolvidos e citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não foi à cerimônia, como um dos principais impulsionadores do processo.

“Este é um acontecimento histórico. O acordo mostra que o caminho do diálogo e da fraternidade é o único possível. Não posso deixar de agradecer ao presidente Lula. Não chegaríamos até aqui sem Lula”, afirmou.


Segundo Penã, em um contexto global atravessado por tensões, a iniciativa representa um sinal claro de apoio ao comércio internacional como instrumento de cooperação e de promoção do crescimento econômico.

Já António Costa, presidente do Conselho Europeu afirmou que, apesar de o acordo ter levado mais de duas décadas para ser concluído, ele chega “no momento mais oportuno”. Segundo o presidente do Conselho Europeu, o tratado reforça a defesa do comércio baseado em regras, do multilateralismo e do direito internacional.

“Não queremos criar esferas de influência, mas esferas de prosperidade compartilhada. Não se trata de impor modelos, mas de construir redes de confiança, comércio e cooperação”, afirmou.

Costa destacou ainda que o acordo com o Mercosul é parte central da estratégia europeia de segurança econômica, ao diversificar cadeias de suprimentos e reduzir dependências excessivas. Para ele, a América Latina é um parceiro estratégico nesse processo.

A implementação dos benefícios será gradual, com prazo estimado de 8 a 12 anos. Paralelamente, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) projeta um aumento no volume de importações.

O que o acordo prevê?

A assinatura acontece uma semana depois de a União Europeia ter oficialmente aprovado o acordo comercial com o Mercosul.

Contudo, os termos do tratado não entram em vigor imediatamente, pois ainda é necessário que o Parlamento Europeu e os parlamentos de todos os países do Mercosul ratifiquem o acordo.

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